- Abra os olhos, Amy.
Amy conseguia ouvir nitidamente a voz de seu pai, como se ele estivesse ali com ela, e o episódio do balanço tivesse acontecendo naquele minuto.A última vez que vira seu pai, Amy tinha cinco anos, ela achava engraçado ainda não ter esquecido da voz dele, apesar de não lembrar nitidamente de sua figura.
Então Amy, sonhando, visualizava perfeitamente aquela cena : jardim dos fundos de sua casa, balanço de pneu, Amy com quatro anos em seu vestido lilás e fita no cabelo chanel, pai e mãe envolta do corpinho estendido na grama. Amy tinha balançado muito forte e caido com força, na sua mão ficara uma das flores que cobriam a corda que sustentava o balanço.
- Abra os olhos, Amy... - a voz tranquila de seu pai dizia.
- Estão abertos! - Amy os abriu de supetão, e depois deu um largo sorriso.
- Não acredito nisso, filha - a mãe estava brava - Você quer me matar do coração ?
- Seja inteligente mamãe, da altura que eu cai, e nessa posição, não teria como acontecer nada mais grave que um braço quebrado.
- Francamente...
E o pai de Amy ria. Ria da inteligência da sua pequenina. Com quatro anos, Amy já sabia ler e escrever e falava pelos cotovelos, como gente grande. Amy sempre gostou de seu pai, ele era um grande influenciador da leitura e dos bons costumes. Era elegante, culto e refinado, mas muito humilde. Ele era demais para sua mãe, por isso que ele a tinha deixado. Amy só não se conformava com o fato dele não vir buscá-la em todos esses anos, para um passeio, ele sempre preferiu as cartas. Deve ser por isso que Amy só tratava de assuntos sérios por cartas.
Amy então abriu os olhos. Acordou tonta, sob o efeito ainda do "sonho-memória" . Em tanto tempo, ela sentiu a falta dele, pela primeira vez, que ela se lembre.
terça-feira, dezembro 14
domingo, novembro 14
- Ela é incrível.
- Ela quem ? - Amy não entendia.
- Louise. Ela é doce, angelical, meiguinha... meio inocente até, sabe ?
- E desde quando você se apaixona por garotas assim ?
- Eu nunca me apaixonei - Amy estremeceu - Mas quando eu estou com ela, só existe ela... entende ?
- E você me beijou agora por quê...
- Porque amanhã vou pedi-lá em namoro, e não vou nunca mais poder fazer isso.
- Me parece justo - Amy estava revoltada com sí própria.
- Me perdoe. Ela...você vai ver quando conhecê-lá.
Amy sentia seu corpo inteiro se confundir por dentro, seus olhos queriam se encher de lágrimas e ela queria xingar com todos os nomes possíveis todos os seres possíveis, mas ela não poderia demonstrar estar chateada, e este chiliquinho seria infantil demais, então despejou :
- Estou apaixonada por Peter.
- Sério? - ele disse surpreso.
- É claro que é sério.
- Bom...
- Não é sério.
- Posso falar ? - ele assentiu - Ele é um amor, ele é... é ele, e eu estou apaixonada.
- Espero que ele te faça feliz então.
- Qual é, não vamos ficar juntos agora, só porque estou apaixonada.
- Queria saber se mesmo assim, eu posso vir morar aqui contigo.
- Por que não vai morar com ela ?
- Ela mora com os pais. - Ele disse. E Amy sorriu bufando.
- Não seria muito certo.
- Somos adultos. E somos amigos.
- Certo... venha.
- Quinta feira.
- Está bem.
Os dois ficaram trocando olhares por alguns instantes, até que constrangido, Bernardo desviou o olhar.
- Amanhã eu tenho que trabalhar, lembra ?
- Ahh... ok, bom, boa noite.
- Boa noite - ela assentiu.
E ele saiu pela porta vermelha, sem ao menos dizer nada, sem dar um abraço, ou mais um beijo, ou qualquer coisa. Ele simplesmente saiu, e deixou Amy parada aonde estava por um longo tempo. Mas ele não sabia que tinha feito isso. Ele nunca sabia o que fazia com ela.
Ela se deitou, finalmente. Olhou ao redor, e pegou instantaneamente no sono.
- Ela quem ? - Amy não entendia.
- Louise. Ela é doce, angelical, meiguinha... meio inocente até, sabe ?
- E desde quando você se apaixona por garotas assim ?
- Eu nunca me apaixonei - Amy estremeceu - Mas quando eu estou com ela, só existe ela... entende ?
- E você me beijou agora por quê...
- Porque amanhã vou pedi-lá em namoro, e não vou nunca mais poder fazer isso.
- Me parece justo - Amy estava revoltada com sí própria.
- Me perdoe. Ela...você vai ver quando conhecê-lá.
Amy sentia seu corpo inteiro se confundir por dentro, seus olhos queriam se encher de lágrimas e ela queria xingar com todos os nomes possíveis todos os seres possíveis, mas ela não poderia demonstrar estar chateada, e este chiliquinho seria infantil demais, então despejou :
- Estou apaixonada por Peter.
- Sério? - ele disse surpreso.
- É claro que é sério.
- Bom...
- Não é sério.
- Posso falar ? - ele assentiu - Ele é um amor, ele é... é ele, e eu estou apaixonada.
- Espero que ele te faça feliz então.
- Qual é, não vamos ficar juntos agora, só porque estou apaixonada.
- Queria saber se mesmo assim, eu posso vir morar aqui contigo.
- Por que não vai morar com ela ?
- Ela mora com os pais. - Ele disse. E Amy sorriu bufando.
- Não seria muito certo.
- Somos adultos. E somos amigos.
- Certo... venha.
- Quinta feira.
- Está bem.
Os dois ficaram trocando olhares por alguns instantes, até que constrangido, Bernardo desviou o olhar.
- Amanhã eu tenho que trabalhar, lembra ?
- Ahh... ok, bom, boa noite.
- Boa noite - ela assentiu.
E ele saiu pela porta vermelha, sem ao menos dizer nada, sem dar um abraço, ou mais um beijo, ou qualquer coisa. Ele simplesmente saiu, e deixou Amy parada aonde estava por um longo tempo. Mas ele não sabia que tinha feito isso. Ele nunca sabia o que fazia com ela.
Ela se deitou, finalmente. Olhou ao redor, e pegou instantaneamente no sono.
segunda-feira, novembro 8
Amy estava saindo do escritório para se encontrar com Peter, seu celular tocou. E era o próprio Peter, esbravejando que ela estava doze minutos atrasada. Amy corou e se sentiu lisonjeada.
- Prometo que não passará de quinze minutos de atraso.
- Acho bom - ele ria.
E logo Amy já estava virando a rua que Peter estaria. Ele estava de calça jeans escura e camisa xadrez cinza e preta , ofuscada pela sua jaqueta muito sedutora. Estava com uma rosa na mão, olhando pra ela, enquanto batia os pézinhos, sentada no banco da praça, a espera de Amy. Ela sorriu.
- Que elegância, moço. - Ele ergueu os olhos sorrindo, e ela retribuindo...
- Pra você - ela recebendo a rosa, deu mais um sorriso, tímido dessa vez.
- Muito obrigada, ela é linda.
- Não vá pensar que eu estou tentando te impressionar, e dar uma de romântico pra te conquistar, eu nem sei se você gosta disso, é que eu sou assim e ... - ele tropeçava em suas próprias palavras.
- Vamos caminhar - ela ofereceu o braço, ele aceitou.
E eles caminharam conversando e reparando sempre em coisas pequenas. Como um arbusto que parecia um cavalo, ou uma determinada estrela mais brilhante, nas pessoas e como elas eram. E eram 21:58 quando estavam na porta do apartamento dela.E Amy sorriu ao ver quem estava lá.
- Só pra ver se ele cumpriria o horário - ele riu
- Não sou uma menininha que tem que ser vigiada, Bernardo - ela revirou os olhos
- Quem é ele ? - Peter perguntou , não entendendo nada.
- Meu amigo.
- O melhor amigo - ele piscou - de-la.
- AAAh sim, muito prazer. - ele ofereceu a mão. Bernardo recusou.
- Pode voltar agora Bernardo, já estou aqui e são exatamente 22h.
Bernardo conferiu no relógio de bolso. Olhou Peter de cima a baixo.
- Quero falar com você, Amy. E não dá pra esperar até quinta, tem que ser agora.
- Certo - Amy virou-se para Peter - Obrigada pela noite ma-ra-vi-lho-sa, eu me diverti muito e espero que possamos fazer isso mais vezes.
- Claro que sim. Boa noite. - Ele a beijou suavemente nos lábios, rápido, frio, um selinho de criança.
Amy sorriu. Bernardo revirou os olhos discretamente. Peter foi andando e acenando.
- Que baba-ca - Bernardo bufou.
- Não fale assim dele.
- Amanhã ele vai estar aqui com uma bandinha e vai fazer uma serenata pra você.
- Para de ser ciumento. - ela deu um tapinha em seu ombro.
Eles riram e subiram as escadas.
Amy já estava acendendo a luz quando Bernardo a abraçou por trás e a virou para dar um suculento e longo beijo. Amy só conseguia continuar de olhos fechados , estremecida, retribuindo o beijo. Mas finalmente ela se soltou.
- O que foi isso ? - Amy dizia nervosa enquanto corria para fechar a porta.
- Eu precisava. (pausa) Assim como preciso de contar uma coisa.
- Pois estou ouvindo.
- Estou apaixonado.
- O que ? - ela disse surpresa.
- Prometo que não passará de quinze minutos de atraso.
- Acho bom - ele ria.
E logo Amy já estava virando a rua que Peter estaria. Ele estava de calça jeans escura e camisa xadrez cinza e preta , ofuscada pela sua jaqueta muito sedutora. Estava com uma rosa na mão, olhando pra ela, enquanto batia os pézinhos, sentada no banco da praça, a espera de Amy. Ela sorriu.
- Que elegância, moço. - Ele ergueu os olhos sorrindo, e ela retribuindo...
- Pra você - ela recebendo a rosa, deu mais um sorriso, tímido dessa vez.
- Muito obrigada, ela é linda.
- Não vá pensar que eu estou tentando te impressionar, e dar uma de romântico pra te conquistar, eu nem sei se você gosta disso, é que eu sou assim e ... - ele tropeçava em suas próprias palavras.
- Vamos caminhar - ela ofereceu o braço, ele aceitou.
E eles caminharam conversando e reparando sempre em coisas pequenas. Como um arbusto que parecia um cavalo, ou uma determinada estrela mais brilhante, nas pessoas e como elas eram. E eram 21:58 quando estavam na porta do apartamento dela.E Amy sorriu ao ver quem estava lá.
- Só pra ver se ele cumpriria o horário - ele riu
- Não sou uma menininha que tem que ser vigiada, Bernardo - ela revirou os olhos
- Quem é ele ? - Peter perguntou , não entendendo nada.
- Meu amigo.
- O melhor amigo - ele piscou - de-la.
- AAAh sim, muito prazer. - ele ofereceu a mão. Bernardo recusou.
- Pode voltar agora Bernardo, já estou aqui e são exatamente 22h.
Bernardo conferiu no relógio de bolso. Olhou Peter de cima a baixo.
- Quero falar com você, Amy. E não dá pra esperar até quinta, tem que ser agora.
- Certo - Amy virou-se para Peter - Obrigada pela noite ma-ra-vi-lho-sa, eu me diverti muito e espero que possamos fazer isso mais vezes.
- Claro que sim. Boa noite. - Ele a beijou suavemente nos lábios, rápido, frio, um selinho de criança.
Amy sorriu. Bernardo revirou os olhos discretamente. Peter foi andando e acenando.
- Que baba-ca - Bernardo bufou.
- Não fale assim dele.
- Amanhã ele vai estar aqui com uma bandinha e vai fazer uma serenata pra você.
- Para de ser ciumento. - ela deu um tapinha em seu ombro.
Eles riram e subiram as escadas.
Amy já estava acendendo a luz quando Bernardo a abraçou por trás e a virou para dar um suculento e longo beijo. Amy só conseguia continuar de olhos fechados , estremecida, retribuindo o beijo. Mas finalmente ela se soltou.
- O que foi isso ? - Amy dizia nervosa enquanto corria para fechar a porta.
- Eu precisava. (pausa) Assim como preciso de contar uma coisa.
- Pois estou ouvindo.
- Estou apaixonado.
- O que ? - ela disse surpresa.
sábado, setembro 25
Passado dois dias da última vez que eles haviam se encontrado para ter uma noite de paixão, o telefone finalmente tocou.
- Alô ? - disse Amy suavemente
- Você precisava ver isso aqui.
Ela conhecia sua voz muito bem. Ela tremeu.
- Isso o que?
- Londres nunca teve um cinza tão brilhante como esse de hoje.
- AAH, isso eu poderia ver da minha janela, esqueceu que eu ainda estou em Londres ?
- Desculpa não ter ligado antes.
- Não se preocupe, nem deu pra sentir sua falta na correria desses dois dias.
MENTIRA. Amy tinha sentido e muita, mas ela nunca confessava. Ás vezes ela se perguntava se isso era a coisa mais certa a se fazer, vai ver que ele nunca se expressava porque ela não se permitia expressar.
- Correria ?
- Tinha umas coisas a fazer.
- Claro... quer sair amanhã ?
- Tenho planos para amanhã, desculpe.
- Que tipo de planos ?
- Vou sair com um amigo.
- Mas amanhã é terça feira!
- E daí? - ela aindava tentava ser fria para esconder sua frustração pela demora do telefonema.
- Você vai trabalhar na quarta, não deveria ficar até tarde fora de casa.
- E qual é a diferença de sair com ele ou com você ?
- Eu sempre te trago em casa ás 22h em dia de semana.
- Não será diferente com ele.
- Então tá - ele desistiu. E Amy odiava quando ele desistia.
Amy surprendentemente não estava se sentindo tentada a dispensar seu amigo por Bernardo, na verdade ela estava muito empolgada para sair com Peter, ela amava sua companhia doce e eles iam simplesmente andar pela cidade e comentar sobre as coisas que veriam.
- Tudo bem com você ? - Amy perguntou.
- Sim, e com você ? - ele prolongou o 'cê'.
- Tudo como sempre.
- Vou desligar. Se divirta amanhã.
- Vou me divertir - ela sorriu.
- Queria te contar uma coisa, na quinta eu passo por aí.
- Quando você vai vir definitivamente pra cá? Não ia ser nesse fim de semana ?
- Eu falo sobre isso também, na quinta.
- Está bem.
- Um beijo, amor.
- Beijo.
Puft. Desligado.
Amy suspirou e retomou o raciocínio , como de costume, Amy trabalhava em casa na segunda e só as terças ia para o escritório. Com o novo escritório teve que abandonar seu trabalho na floricultura, mas ela não o abandonou por completo, trabalhava lá toda quinta de manhã e tirava o resto do dia de folga de tudo.
Para evitar tantas indas e vindas e tantos gastos desnecessários, Bernardo ia se mudar para o quarteirão vizinho, para o apartamento de Amy, que passaria a ser deles. Apesar que agora suas visitas haviam diminuido significativamente. Não eram mais seis dias por semana e duas vezes ao dia, eram três dias, e uma vez só.
- Alô ? - disse Amy suavemente
- Você precisava ver isso aqui.
Ela conhecia sua voz muito bem. Ela tremeu.
- Isso o que?
- Londres nunca teve um cinza tão brilhante como esse de hoje.
- AAH, isso eu poderia ver da minha janela, esqueceu que eu ainda estou em Londres ?
- Desculpa não ter ligado antes.
- Não se preocupe, nem deu pra sentir sua falta na correria desses dois dias.
MENTIRA. Amy tinha sentido e muita, mas ela nunca confessava. Ás vezes ela se perguntava se isso era a coisa mais certa a se fazer, vai ver que ele nunca se expressava porque ela não se permitia expressar.
- Correria ?
- Tinha umas coisas a fazer.
- Claro... quer sair amanhã ?
- Tenho planos para amanhã, desculpe.
- Que tipo de planos ?
- Vou sair com um amigo.
- Mas amanhã é terça feira!
- E daí? - ela aindava tentava ser fria para esconder sua frustração pela demora do telefonema.
- Você vai trabalhar na quarta, não deveria ficar até tarde fora de casa.
- E qual é a diferença de sair com ele ou com você ?
- Eu sempre te trago em casa ás 22h em dia de semana.
- Não será diferente com ele.
- Então tá - ele desistiu. E Amy odiava quando ele desistia.
Amy surprendentemente não estava se sentindo tentada a dispensar seu amigo por Bernardo, na verdade ela estava muito empolgada para sair com Peter, ela amava sua companhia doce e eles iam simplesmente andar pela cidade e comentar sobre as coisas que veriam.
- Tudo bem com você ? - Amy perguntou.
- Sim, e com você ? - ele prolongou o 'cê'.
- Tudo como sempre.
- Vou desligar. Se divirta amanhã.
- Vou me divertir - ela sorriu.
- Queria te contar uma coisa, na quinta eu passo por aí.
- Quando você vai vir definitivamente pra cá? Não ia ser nesse fim de semana ?
- Eu falo sobre isso também, na quinta.
- Está bem.
- Um beijo, amor.
- Beijo.
Puft. Desligado.
Amy suspirou e retomou o raciocínio , como de costume, Amy trabalhava em casa na segunda e só as terças ia para o escritório. Com o novo escritório teve que abandonar seu trabalho na floricultura, mas ela não o abandonou por completo, trabalhava lá toda quinta de manhã e tirava o resto do dia de folga de tudo.
Para evitar tantas indas e vindas e tantos gastos desnecessários, Bernardo ia se mudar para o quarteirão vizinho, para o apartamento de Amy, que passaria a ser deles. Apesar que agora suas visitas haviam diminuido significativamente. Não eram mais seis dias por semana e duas vezes ao dia, eram três dias, e uma vez só.
sábado, setembro 18
Amy sempre tentava mudar essa situação. Ela queria desaparecer por um tempo, um longo tempo, só pra ver se ele sentia a falta dela, se ele mandaria uma mensagem ,ou a procuraria pela cidade, mas Amy já fizera isso uma vez, e ele não mandou nenhuma mensagem, nem tampouco fora procura-la , deixou pra dizer que sentiu saudades quando ele a viu de novo, pois ela não resistira, e com a demora da procura, foi até ele. Amy era muito fraca.
Ela queria dizer pra ele o quanto ela se importava, o quanto ela queria fazê-lo feliz, o quanto ela ficava ferida quando ele ia embora pela manhã, quando ele esquecia de coisas importantes, ou quando a tratava indiferentemente, mas ela não queria parecer sensível.
Mas Amy era a culpada de tudo isso, ela que se deixava enganar, ela que não rejeitava seu beijo, seu sexo, sua vida perto da dela, porque ela queria isso.
E por mais que Amy se sentia triste em não te-lo o tempo todo, e não ter a mesma importância pra ele, a mesma que ele tinha para ela, ela se sentia feliz por ele ao menos estar com ela, não por completo, mas o suficiente.
E por mais que Amy tinha raiva das moças com quem ele dormia, e de ela não ser a única, consequentemente, Amy não se importava com isso.
Ela não queria ser amada incondicionalmente, nem viver uma vida feliz com Bernardo, nem ser só dele, e ele só dela, ela só queria, que ele se importasse com ela, como ela se importa. Só queria ser verdadeiramente especial e verdadeiramente necessária.Ela queria ser, literalmente, a melhor amiga, e não mais uma garota com quem ele transava e magoava.
Ela o amava como amigo, simplesmente isso, por mais que não parecesse.
Ela queria dizer pra ele o quanto ela se importava, o quanto ela queria fazê-lo feliz, o quanto ela ficava ferida quando ele ia embora pela manhã, quando ele esquecia de coisas importantes, ou quando a tratava indiferentemente, mas ela não queria parecer sensível.
Mas Amy era a culpada de tudo isso, ela que se deixava enganar, ela que não rejeitava seu beijo, seu sexo, sua vida perto da dela, porque ela queria isso.
E por mais que Amy se sentia triste em não te-lo o tempo todo, e não ter a mesma importância pra ele, a mesma que ele tinha para ela, ela se sentia feliz por ele ao menos estar com ela, não por completo, mas o suficiente.
E por mais que Amy tinha raiva das moças com quem ele dormia, e de ela não ser a única, consequentemente, Amy não se importava com isso.
Ela não queria ser amada incondicionalmente, nem viver uma vida feliz com Bernardo, nem ser só dele, e ele só dela, ela só queria, que ele se importasse com ela, como ela se importa. Só queria ser verdadeiramente especial e verdadeiramente necessária.Ela queria ser, literalmente, a melhor amiga, e não mais uma garota com quem ele transava e magoava.
Ela o amava como amigo, simplesmente isso, por mais que não parecesse.
terça-feira, setembro 14
):
Estou sem vontade, sem paciência, chata, mas principalmente e o motivo mais verdadeiro :
Estou sem tempo, sim, fato.
Vou ficar um pouco sem postar ):
sooorryyy!
Estou sem tempo, sim, fato.
Vou ficar um pouco sem postar ):
sooorryyy!
sexta-feira, setembro 3

- Que seja.
- Você trabalha aonde ?
- Em uma floricultura.
- Faz o que lá ?
- Arranjos, atendimento, cartões, de tudo um pouco.
- Cartões ?
- Deprimente, não é ?
Ele abaixou a cabeça. Amy deu de ombros.
- E o que você realmente queria ser ?
- Eu vou ter minha loja de moda.
- Loja de moda ?
- Vou vender moda para as pessoas ué, moda de todas as décadas, inovações e antiguidades.
- Certo.
- E você , faz o que ?
- Eu fotografo.
- De tudo ?
- Só coisas que valem a pena.
Amy não mostrou interesse. Olhou ao redor por um tempo, e só depois de um outro, que ela retomou a conversa. E eles conversaram sobre tudo. Cinema, música, obras de arte, lugares do mundo, refeições, manias, gostos.Fotografia e Arte.
E ele a levou pra casa depois. E ligou pra ela no dia seguinte. E continuo ligando. Se tornaram melhores amigos, e só ela era perfeita pra ele, e só ele era perfeito pra ela, mas se a vida fosse simples assim, todos nós estaríamos casados com nossos melhores amigos.
Amy se assustava com a idéia de ter um melhor amigo novamente. Mas ela não podia evitar.
_
Eram dez da manhã quando Amy abriu os olhos. A noite tinha sido longa. Enrolada em seus lençois vermelhos de seda, ela ainda sentia a cabeça pesada. Olhou para o lado, e sorriu ao ver a expressão que Bernardo tinha ao dormir, depois do sorriso, o pensamento. Era costumeiro Amy se arrepender logo de manhã, depois de uma noite de amor com seu melhor amigo. Em geral ela sabia que ele devia estar muito carente, por isso a procurou, ou então era porque ambos estavam bêbados. Mas mesmo assim, Amy sempre cedia.
Levantou, vestiu uma camiseta velha de uma banda de rock noturno, que costumava a tocar em alguma esquina por aí, e usava as camisetas para divulgação. A camiseta ia até seus joelhos.Amarrou seu cabelo embaraçado pra cima.Olhou mas uma vez para Bernardo e foi preparar um café. Passados alguns minutos, ele se sentou na cama, sonolento.
- Minha cabeça - ele a segurava como se ela fosse cair.
- Bom dia ! - ela sorriu , enquanto servia duas xícaras de café forte.
- Bom dia. . . Como você está ?
- Estou bem e você ? - ela punha o açúcar agora.
- Bem...e a noite ?
- Ah, qual é? Sabe que não pode me perguntar isso! - ela sorriu já caminhando até ele , e ele riu. - Tome.
- Obrigada.
Ele deu duas goladas e meia, levantou em um salto, como se já estivesse recuperado, pois a roupa rapidamente.Amy ainda bebia seu café, sentada na cama.
- Querida, obrigada pelo café.
- Já vai ?
- Eu preciso.
- Você mal tomou seu café!
- Eu estou bem. Te ligo mais tarde!
E ele deu lhe um beijo na testa, e saiu , como se estivesse atrasado para um compromisso muito importante.
Amy permaneceu sentada. Sempre foi assim, ela já se acostumara.
Se levantou. Colocou as xícaras de café na pia. Ligou o rádio e foi tomar um banho, de banheira, para que o protocolo se cumprisse por completo.
sexta-feira, agosto 27
Amy abriu a porta e lhe deu passagem. Agora os dois já estavam novamente na rua, em uma cafeteria modesta, que servia um bolo de chocolate delicioso.Bernardo pediu um pedaço, e assim que ele chegou a mesa, Amy não se conteve e passou o dedo, delicadamente, na cobertura suculenta.
- HEY! - Bernardo a olhou sorrindo, inconformado.
- Desculpe - Amy lambia o dedo.
- Vou deixar passar essa, deve fazer parte do repertório de mulheres que parecem crianças na verdade - Bernardo olhou para os pés balançantes dela e para o modo como ela balançava a cabeça conforme a música, e fez ela perceber que ele estava reparando nisso, então ela se aquetou e disse :
- HAHAHA!Você é muito engraçado!
- Eu sei!
Amy revirou os olhos, outra vez. E então os dois pararam pra prestar atenção na notícia que se passava na televisão do balcão. Era sobre uma mulher que tinha cometido suicídio , por ter sido abandonada pelo marido. Os bombeiros tentaram impedir, mas não adiantou. Amy revirou os olhos, oooouuutra vez, e balançou a cabeça, em sinal de negatividade.
- Que ridícula!
- Ela o amava.
- Ela não sabe nada sobre o amor!
- E você sabe, por acaso ?
Amy só tinha certeza de duas coisas sobre o amor : caso ele exista, não importa com quem você fique, por quem julga a estar apaixonado, amando, também não importa por quanto tempo você fica com uma determinada pessoa e o jeito com que se sente com ela, a pessoa que você realmente ama , nunca é aquela que você julga a amar. Pelo menos não no começo, só no final, pra ser mais interessante e real ou talvez só depois de um tempo, quando você passa a sentir a falta dela e nenhuma outra pessoa se compara a ela, mas você já não pode mais a ter. Ou então, você ama aquela pessoa com que é difícil de estar, tudo sempre colabora para que não aconteça, mas quando acontece é mágico, Ou você pode ficar uma eternidade sem ter contato com a pessoa, ficar com outras , ou até mesmo nunca se lembrar dela, mas no fim, ela é a unica da qual você se lembra.
E a outra coisa que Amy sabia era , que não importa quantos erros se cometa, quantos corações você fere ou de qual modo o seu é ferido, um dia, tudo sempre termina, e termina pra sempre.
terça-feira, agosto 24
- O que você acha de dar uma voltinha por aí comigo ?
- Não com essa roupa.
- Façamos o seguinte : Passamos aonde você mora, você se troca, vamos tomar um café decente, porque afinal, desperdiçamos nosso dinheiro com esses, que a minha camisa e sua pele estão apreciando, então andamos um pouco e depois eu te levo pra casa.
- Acho que posso ir pra casa sozinha, mas obrigada.
- Ok, depois de andarmos por aí, você volta sozinha para casa.
Ele sorriu com o canto dos lábios. Ela sorriu, e em passos tímidos começou a caminhar até a saída da biblioteca.
A noite estava surpreendentemente quente, parecia que Londres nunca tinha estado tão bela. A sincronia era boa, em cada canto.
Amy só olhava pros seus próprios pés , e ao redor, como sempre fazia. Bernardo, só olhava para ela, somente, só-men-te para ela.
- Então - ela finalmente teve coragem pra dizer algo - Você mora por aqui mesmo ? Tenho a impressão de nunca ter te visto antes.
- Recentemente. Eu vim pra cá, faz menos de duas semanas, pro centro, eu quero dizer.
- Então você morava nos lados 'interioranos' de Londres ?
- Digamos que sim , eu era da cidade vizinha, depois me mudei para...o lado interiorano, como você diz, mas cansei, e agora estou aqui.
- Entendo, fincar raízes não é uma coisa boa.
- Exatamente. Nada de fincar raizés, se apegar, e coisa do tipo.
Amy só balançou a cabeça.
- É aqui - Amy apontou para seu prédio, que já era naquela esquina.
- Então vamos.
Amy já sentia saudade da pensão, mas seu novo apartamento era exatamente do jeito que ela sempre quis que fosse : Uma escada estreita, cercada por flores, o hall de entrada com uma única cadeira envelhecida , de almofadas azuis celeste e um pequeno cacto, no canto da parede, ao lado da cadeira.
Porta Branca. Balcão ao lado esquerdo. Atrás do balcão sua cozinha organizadamente bagunçada, seu fogão e geladeira gordinhos e vermelhos. Na sala haviam movéis antigos, uma estante cheia de livros que a separava do quarto. A sala era aconchegante , uma grande televisão. Uma vitrola. Poltrona funda. Abajur. Cortina suace. Caixas, revistas , livros , anotações e bugigangas.
O quarto tinha uma cama grande, cheia de almofadas claras, contrastando com a parede preta que era aonde ficava a janela. Dois criados-mudos com abajures. Um baú na frente da cama. Escrivaninha. Varanda com uma cadeira de balanço. Banheiro com banheira. Closet. Seu gato Donahu em sua caminha de plumas. Telescópio. Um piano velho que Amy mal sabia tocar.Mais livros, mais bugigangas.
- É muito bonito- ele observara cada detalhe, atentamente, e Amy percebeu e gostou disso.
- Obrigada. Sente-se , eu não demoro.
Ele afundou no sofá. E esperou, ainda observando.
- E você ? Não faz muito tempo que se mudou para cá, não é ? - Ele gritava para que Amy pudesse ouvir através da estante coberta por livros. Engraçado que ele tentava achar uma brexa por entre eles, para conseguir espia-lá, mas não encontrou.
_ Pra esse apartamento, uma semana. Pra esse lugar, creio que um pouco mais de dois anos.
- Você não deve ter muitos laços por aqui.
- Ah é ? Como pode saber, espertinho ?
- Você não tem fotos, porta retratos, nem nada do tipo.
- Você é observador - Então Amy saiu de trás da estante, ela usava uma saia rodada vermelha (pra variar) , uma blusa preta discreta e cabelos presos em uma fita vermelha também, de tom mais claro que a saia, mas exatamente do mesmo tom que as sapatilhas - É que eu não gosto de pessoas.
- Temos isso em comum.
- Pronto, agora você não vai querer mais me levar pra cama, ótimo - Amy deu uma voltinha para Bernardo apreciar seu figurino. Que irônico, ele já havia reparado, e muito bem.
- Lolitas me arrepiam. - ele sorriu.
- Você não presta - Amy revirou os olhos.
- Parece que você já pensa ter intimidades comigo.
- Podemos ir ou não ?
- Claro, mocinha.
I WISH
É, a maioria das meninas querem muito uma festa de quinze anos.Algumas querem a festa completa clássica : quinze meninas, quinze meninos. Três vestidos.Príncipe.Valsa, e etc. Outras preferem uma baladinha, outras querem simplesmente uma festa ou reunir os amigos, ou sei lá, qualquer coisa do tipo.Eu queria muito uma festa de quinze anos, é , eu queria. Mas agora, eu já não me importo mais com ela. Eu trocaria a minha festa de debutante, pelos itens, ou por alguns dos itens desta lista. Ok, eu admito, eu não sou nem um pouco boba.
O único fundamento desse post, é só mostrar um pouco das minhas vontades. Não é uma lista de pedidos, de presentes, ou qualquer coisa assim.
SÓ Olhem e babem!

Não, eu não quero a Irlanda (mentira, eu quero). Só duas pasagens pra lá, no momento *-*
Sapato lindérrimo, preto e vermelho , anos 40 *-*
De couro.Perfect.
Não é de emo, ok ?
*-*s2
HSAUASHUAHAUSAH *-*
Não essa exatamete, mas escura talvez, mas essa é linda *-*
9°
AIIN *-*
10°
Preferido.
Oh Gosh *-*Não essa, em específico. Uma vitrola *-*
Camiseta + Bolsa da Amelie.
16°
18°
sexta-feira, agosto 20
As pessoas olhavam distorcidamente para Amy. Idosos cochichavam com outros idosos , sobre a nova geração desprezível e imoral, apontando nossa pobre garota como exemplo. Garotos inteligentes mas não nerdz, os nerdz que Amy adorava, e os que estavam ali só pra fazer pirraça, não tiravam os olhos dela. Meninas riam e comentavam. Amy era uma atração ambulante , sem querer.
Mas Amy nem estava se importando, ela só queria ficar ali e ler livros, os unicos que a compreendiam. Ela poderia ter posto uma roupa normal, já que ia para a biblioteca, e não para uma balada, para esquecer do namorado, mas Amy nunca foi uma pessoa normal. Normal era normal demais para Amy.
Uma das manias de Amy , era não conseguir se manter parada por muito tempo. Ela já tinha tentado todas as posições possíveis naquela cadeira, e não estava satisfeita, por isso Amy decidiu se levantar e buscar um café. A máquina de expresso não ficava muito longe, por sorte.
E aí vem mais uma cena de típica história de amor adolescente. Você se lembra, leitor, quando a mocinha derruba seus papéis no chão e o mocinho vai ajuda-lá, e no mesmo momento que ela vai pegar um determinado papel, ele também vai, e as mãos deles se tocam, e depois os olhares, entram em choque? Pois é , Amy se levantou espevitada , pegou seu café quente, e ao se virar, esbarrou em alguém, e todo o líquido, se espalhou , nos dois : nela e nele.
- Meu Deus, me desculpe! Eu sou tão distraída!
- Imagina, se você não tivesse derrubado café em mim, eu teria derrubado em você, ou em qualquer vítima desse lugar.
- Mas pera aí, eu também estou suja de café!
- Então estamos kitz !
E Amy só conseguiu sorrir. Mas pudera , ele tinha um cabelo bagunçado como Amy gostava, usava roupas retrô-contemporânea , sua pele caucasiana e sua voz , a derreteram. E nem era só físico, Amy sentia a estranha sensação de ter uma coisa estranha no ar, estranhamente estranha para Amy não notar.
Então ele estendeu a mão, depois dos segundos de comtemplamento silencioso :
- Me chamo Bernardo.
- Amy, prazer.
- Amy? Simples assim ? Amy ?
- É, ué. Você queria um nome sofisticado e complexo de se pronunciar ?
- Não, não queria. E é por isso que gostei do seu nome.
Ela sorriu tímida , uma outra vez.
- Ah, muito obrigada.
E uma outra vez , quando ele a olhou de cima a baixo, todos os cantos.
- Sua roupa é um pouco, muito inadequadamente provocante, sem querer ser indiscreto.
- Ah, eu devo ter uma boa explicação pra ela.
- Não precisa se explicar, com certeza eu sei que tem.
- A Única explicação é ser uma imatura , que gosta de inventar coisas para se desligar de sua realidade, que nem , é tão cruel assim, e mesmo se fosse, não me importaria.
- Oh, eu a admiro!
- Você nem me conhece!
- Já sei que você se chama Amy, que é imatura, que gosta de inventar coisas para se deligar de sua realidade que nem é tão cruel, mas se fosse, idaí ? Você não se importaria. E sei de mais uma coisa também, você é muito atraente.
- Eu deveria lhe dar um tapa.
- Se quiser. - Ele fez cara de pouco caso, e isso a irritou profundamente, mais irritante era o fato dela ter se irritado, fazer com que ela queira falar com ele mais um pouco. - Eu não ligo.
- Eu derrubei café em você , então perdoarei essa.
- Na verdade, que mulher não gosta de ser chamada de atraente ? Vocês até podem bater, mas por dentro, o ego de vocês só falta explodir.
- Seu problema é que você pensa que sabe muita coisa!
- E eu sei de muita coisa, mas não vem ao caso!
O diálogo familiar fez Amy congelar. Ou seria os olhos , uns dos outros, que se mantinham presos, mesmo sem olhar fixamente ? A estranha sensação estranha ? Ou só a irritação profunda combinada com a vontade de esbofetear a cara daquele estranho familiar, idiota ?
Amy ainda não sabia.
sexta-feira, agosto 13
Fazia muito tempo que Amy não se envolvia em um relacionamento de verdade. As vezes, ela acabava ficando com alguém que julgava ser interessante , e outros ela nem julgava, e nem eram, mas serviam para diversão. Amy não ligava muito pra sentimentos, ela não era de se apegar.Ela precisava de alguém muito bom, para se apegar. Ela tinha casos que duravam uma noite, uma semana, no máximo um mês e meio, e ela nunca ligava quando eles acabavam sem explicação ou então, ela mesmo acabava antes que seu relacionamento passasse a ser algo maior.
Quando não era ela que acabava, ela tinha apenas, dois minutos de surto, pós-termino de relação.
Ela era madura, equilibrada, nunca pirava.
Atualmente, Amy estava num relacionamento de duas semanas e meia com Jonathan Math , o rockeiro desocupado.
Ele era dono de um lounge , cujo único intuito era expor suas composições para um público rebelde, bêbado , e sem futuro. Mas ele era bom no que fazia.
Já faziam três meses que ele mantia a tradição de mandar um beijo pra ela, do palco, toda vez que acabava de cantar, nas três vezes por semana.
Amy gostava do modo que ele descrevia o cabelo dela.
Mas agora, Amy estava tendo uma discussão com seu namorado J.M. , uma típica discussão :
- Você não me liga. Você não liga, pra nada do que somos. Você está brincando de relacionamento, ou sei lá o que...Eu morro de desejo por você , e até agora, não transamos nenhuma vez e...
- Espera aí, o que ? Então você só está interessado no meu corpo, e é por isso que estamos terminando, não porque eu não dou valor a nossa relação!
- Eu não disse isso!
- Você está agindo como se eu fosse uma garotinha boba que não soubesse nada sobre homens e relacionamentos!
- Seu problema é que você pensa que sabe de tudo, Amy.
- Eu sei de muita coisa, mas não vem ao caso! Quem não quer nada agora, sou eu!
- Ótimo.
- Ó-timo.
E então ela bateu a porta do carro velho de John , e saiu do carro em direção a sua casa, como se estivesse dançando alegremente. Sorridente e livre novamente.
Amy entrou na prédio, distribuindo cumprimentos para todos que encontrava pelo caminho, como se tivesse sido um dia perfeito, subiu para o seu quarto, e pois seu vestido mais provocante.Ela nunca o usava. Ele parecia mais uma lingerie fantasiosa , do que um vestido. Suas coxas ficavam a mostra, alem do decote que realçava seu busto, que não era grande coisa.
Pois agora, Amy estava parecendo com uma garota de programa refinada , andando pelas ruas de Londres, contente e saltitante, em direção ao seu lugar predileto.
Engraçado como as atitudes mais maduras de Amy, soam ser as mais imaturas. Eu não entendo , e nem você deve entender, leitor, mas Amy entende, e é o suficiente. Mas mais engraçado ainda, é Amy estar desse jeito, sentada em uma mesa de biblioteca.
Quando não era ela que acabava, ela tinha apenas, dois minutos de surto, pós-termino de relação.
Ela era madura, equilibrada, nunca pirava.
Atualmente, Amy estava num relacionamento de duas semanas e meia com Jonathan Math , o rockeiro desocupado.
Ele era dono de um lounge , cujo único intuito era expor suas composições para um público rebelde, bêbado , e sem futuro. Mas ele era bom no que fazia.
Já faziam três meses que ele mantia a tradição de mandar um beijo pra ela, do palco, toda vez que acabava de cantar, nas três vezes por semana.
Amy gostava do modo que ele descrevia o cabelo dela.
Mas agora, Amy estava tendo uma discussão com seu namorado J.M. , uma típica discussão :
- Você não me liga. Você não liga, pra nada do que somos. Você está brincando de relacionamento, ou sei lá o que...Eu morro de desejo por você , e até agora, não transamos nenhuma vez e...
- Espera aí, o que ? Então você só está interessado no meu corpo, e é por isso que estamos terminando, não porque eu não dou valor a nossa relação!
- Eu não disse isso!
- Você está agindo como se eu fosse uma garotinha boba que não soubesse nada sobre homens e relacionamentos!
- Seu problema é que você pensa que sabe de tudo, Amy.
- Eu sei de muita coisa, mas não vem ao caso! Quem não quer nada agora, sou eu!
- Ótimo.
- Ó-timo.
E então ela bateu a porta do carro velho de John , e saiu do carro em direção a sua casa, como se estivesse dançando alegremente. Sorridente e livre novamente.
Amy entrou na prédio, distribuindo cumprimentos para todos que encontrava pelo caminho, como se tivesse sido um dia perfeito, subiu para o seu quarto, e pois seu vestido mais provocante.Ela nunca o usava. Ele parecia mais uma lingerie fantasiosa , do que um vestido. Suas coxas ficavam a mostra, alem do decote que realçava seu busto, que não era grande coisa.
Pois agora, Amy estava parecendo com uma garota de programa refinada , andando pelas ruas de Londres, contente e saltitante, em direção ao seu lugar predileto.
Engraçado como as atitudes mais maduras de Amy, soam ser as mais imaturas. Eu não entendo , e nem você deve entender, leitor, mas Amy entende, e é o suficiente. Mas mais engraçado ainda, é Amy estar desse jeito, sentada em uma mesa de biblioteca.
quinta-feira, agosto 12
Amy II
Para poupar seu tempo e paciência , Amy fez com que sua vida de dois anos que não vai ser contada, se resumisesse em poucas coisas que deveriam ser contadas.
Após cantarolar pelas ruas de Londres , sentir-se livre , cumprimentar pessoas desconhecidas, pensar no garoto que nunca mais veria, se preocupar e voltar a sensação de frenesi de liberdade, Amy seguiu seu caminho seriamente, a procura de um lugar pra ficar.
Não me pergunte como Amy burlou as leis britânicas, e conseguiu um lugar na pensão Manfred's pela metade do preço , como conseguiu se manter livre de interrogatórios e alimentada, aquecida e empregada na floricultura do seu novo bairro. Incrível como floriculturas fazem parte da vida de Amy.
E nesse tempo, Amy fez 2.177 refeições , leu 240 livros , deu 220.273 sorrisos , e chorou incríveis 3 vezes. Amy conheceu 739 pessoas, mas só gostou realmente de quatro :
O Senhor Manfred , dono da pensão. Ele tratava sua mulher como uma princesa , e sabia um pouco sobre cada coisa que pudesse existir. Ele sabia de filosofia, de física, de culinária, botânica e outras coisas mais.
Sua companheira da faculdade de moda. Elas se conheciam a pouco tempo, mas sua amiga Jenny sabia bastante do assunto para conversar com ela, por longas horas.
Peter Covolan. Ele morava na pensão também e era completamente apaixonado por Amy, deixava uma florzinha todos os dias, na caixa de recados da porta do quarto de Amy. Para retribuir, Amy arrancava uma petála e colocava na caixinha da porta dele. Ela ficava lisonjeada pelo jeito que ele sorria ao vê-lá, mas detestava não poder corresponde-lo. Ele era doce, sensível as coisas boas e sentimentais da vida, sem perder sua dose necessária de inteligência e maturidade.
E por último, a senhora Lucyle. Ela ficava todos os dias , sentada no banco que ficava em frente a pensão, dando comida para os passáros e rindo para o nada. Amy gostava disso.
_
Pois se passaram dois anos, e agora Amy, não era mais uma garota de dezesseis.Era uma mulher de dezoito anos e meio. Era forte e independente.
O único contato que Amy tinha com sua mãe era por cartas, desde então. Frias e sem endereço ou telefone. Amy não sentia falta dela, ou pelo menos , fingia que não sentia.
Já com sua irmã, era diferente, elas já se viram oito vezes. Amy mandava um bilhete pelo correio endereçado a casa da amiga dela, com um local de encontro. Sua irmã nunca contou nada sobre esses encontros.
Mas algo sempre muda a vida de Amy,e algo sempre a tira da rotina, de vida estável.
Mas leitor, se não fosse assim, não seria uma vida.
Após cantarolar pelas ruas de Londres , sentir-se livre , cumprimentar pessoas desconhecidas, pensar no garoto que nunca mais veria, se preocupar e voltar a sensação de frenesi de liberdade, Amy seguiu seu caminho seriamente, a procura de um lugar pra ficar.
Não me pergunte como Amy burlou as leis britânicas, e conseguiu um lugar na pensão Manfred's pela metade do preço , como conseguiu se manter livre de interrogatórios e alimentada, aquecida e empregada na floricultura do seu novo bairro. Incrível como floriculturas fazem parte da vida de Amy.
E nesse tempo, Amy fez 2.177 refeições , leu 240 livros , deu 220.273 sorrisos , e chorou incríveis 3 vezes. Amy conheceu 739 pessoas, mas só gostou realmente de quatro :
O Senhor Manfred , dono da pensão. Ele tratava sua mulher como uma princesa , e sabia um pouco sobre cada coisa que pudesse existir. Ele sabia de filosofia, de física, de culinária, botânica e outras coisas mais.
Sua companheira da faculdade de moda. Elas se conheciam a pouco tempo, mas sua amiga Jenny sabia bastante do assunto para conversar com ela, por longas horas.
Peter Covolan. Ele morava na pensão também e era completamente apaixonado por Amy, deixava uma florzinha todos os dias, na caixa de recados da porta do quarto de Amy. Para retribuir, Amy arrancava uma petála e colocava na caixinha da porta dele. Ela ficava lisonjeada pelo jeito que ele sorria ao vê-lá, mas detestava não poder corresponde-lo. Ele era doce, sensível as coisas boas e sentimentais da vida, sem perder sua dose necessária de inteligência e maturidade.
E por último, a senhora Lucyle. Ela ficava todos os dias , sentada no banco que ficava em frente a pensão, dando comida para os passáros e rindo para o nada. Amy gostava disso.
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Pois se passaram dois anos, e agora Amy, não era mais uma garota de dezesseis.Era uma mulher de dezoito anos e meio. Era forte e independente.
O único contato que Amy tinha com sua mãe era por cartas, desde então. Frias e sem endereço ou telefone. Amy não sentia falta dela, ou pelo menos , fingia que não sentia.
Já com sua irmã, era diferente, elas já se viram oito vezes. Amy mandava um bilhete pelo correio endereçado a casa da amiga dela, com um local de encontro. Sua irmã nunca contou nada sobre esses encontros.
Mas algo sempre muda a vida de Amy,e algo sempre a tira da rotina, de vida estável.
Mas leitor, se não fosse assim, não seria uma vida.
domingo, agosto 8
Beatlemania, yeah yeah!

Poshaaa vida, tudo que é realmente bom acaba um dia! É a lei da vida não é ? Ou melhor, como dizem, "é a vida!" , não é ?
Mas, felizmente nós temos memória e felizmente, nós, nascidos de décadas posteriores , temos acesso aos arquivos e melodias de uma das melhores bandas de rock, de todos os tempos, os queridos e eternos The Beatles.
Incrível como algo que se consagra , tem prestígio ainda depois de anos e anos, e como pessoas , de todos os cantos do mundo, mesmo aquelas que não se interessam por eles, ou que se interessam por esse estilo musical , ou gosta de música 'antiga' , ou qualquer outro fator, ainda sim continua os conhecendo, e sabendo, pelo menos um pouco do que eles foram. Quem nunca dançou 'Love me Do' em uma festa de debutante ou formatura ? Ou quem nunca ouviu o 'HELP!' dos Beatles ? Ou cantou ou pelo menos reconheceu , seu 'yesterday ♪'
QUEM NUNCA OUVIU FALAR DOS BEATLES ?
"- Eu gosto de Beatles!
- Que ? Beatles ?"
É O DIALOGO MAIS IMPOSSÍVEL DE ACONTECER, EM QUALQUER LUGAR DO UNIVERSO!
Porque Beatles é Beatles, Beatles é eterno.
Mas enfim . . . The Beatles foi uma banda de rock , britânica, formada em 1960 , inicialmente com os integrantes : John Lennon (guitarra e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal) , George Harrison (guitarra solo e vocal) e Ringo Star (bateria e vocal).
Depois de muitos prémios e uma verdadeira Beatlemania que se espalhava por todos os continentes , a banda The Beatles teve seu fim, seu triste fim.
MAS , nos deixou diversos albuns , cheios de boas músicas, verdadeiras obra-primas.
Aqui eu listei 15, das minhas preferidas. Não que isso influencie algo, mas...enfim...
1° Hey Jude [citação na barra á direita, neste blog]
2° All I've Got To Do
3° Lucy in the sky with diamonds
4° Johnny B. Goode
5° And Your Bird Can Sing
6° Yesterday
7° Across The Universe
8° If I feel
9° Penny Lane
10° In My Life
11° Michelle
12° I Should Have No Better
13° Please, please me
14° Santa Claus is coming to town [KK *-*]
15° It's for you
São lindas...enfim...
Um dado inútil, mas que eu acho muito interessante , que eu guardo comigo, não sei por quê , é que os Beatles, tem , em toda a sua trajetória, 12 músicas com nomes femininos:
Anna , Carol , Clarabella , His daughter Caroline , Mrs Robinson , michelle, Lucille , Lucy in the sky with diamonds , Lovely Rita , Penny Lane , Sheila & What’s the new Mary Jane.
Tá... o que que tem ? Não Faço a mínima ideia, rs.
Mas, felizmente nós temos memória e felizmente, nós, nascidos de décadas posteriores , temos acesso aos arquivos e melodias de uma das melhores bandas de rock, de todos os tempos, os queridos e eternos The Beatles.
Incrível como algo que se consagra , tem prestígio ainda depois de anos e anos, e como pessoas , de todos os cantos do mundo, mesmo aquelas que não se interessam por eles, ou que se interessam por esse estilo musical , ou gosta de música 'antiga' , ou qualquer outro fator, ainda sim continua os conhecendo, e sabendo, pelo menos um pouco do que eles foram. Quem nunca dançou 'Love me Do' em uma festa de debutante ou formatura ? Ou quem nunca ouviu o 'HELP!' dos Beatles ? Ou cantou ou pelo menos reconheceu , seu 'yesterday ♪'
QUEM NUNCA OUVIU FALAR DOS BEATLES ?
"- Eu gosto de Beatles!
- Que ? Beatles ?"
É O DIALOGO MAIS IMPOSSÍVEL DE ACONTECER, EM QUALQUER LUGAR DO UNIVERSO!
Porque Beatles é Beatles, Beatles é eterno.
Mas enfim . . . The Beatles foi uma banda de rock , britânica, formada em 1960 , inicialmente com os integrantes : John Lennon (guitarra e vocal), Paul McCartney (baixo e vocal) , George Harrison (guitarra solo e vocal) e Ringo Star (bateria e vocal).
Depois de muitos prémios e uma verdadeira Beatlemania que se espalhava por todos os continentes , a banda The Beatles teve seu fim, seu triste fim.
MAS , nos deixou diversos albuns , cheios de boas músicas, verdadeiras obra-primas.
Aqui eu listei 15, das minhas preferidas. Não que isso influencie algo, mas...enfim...
1° Hey Jude [citação na barra á direita, neste blog]
2° All I've Got To Do
3° Lucy in the sky with diamonds
4° Johnny B. Goode
5° And Your Bird Can Sing
6° Yesterday
7° Across The Universe
8° If I feel
9° Penny Lane
10° In My Life
11° Michelle
12° I Should Have No Better
13° Please, please me
14° Santa Claus is coming to town [KK *-*]
15° It's for you
São lindas...enfim...
Um dado inútil, mas que eu acho muito interessante , que eu guardo comigo, não sei por quê , é que os Beatles, tem , em toda a sua trajetória, 12 músicas com nomes femininos:
Anna , Carol , Clarabella , His daughter Caroline , Mrs Robinson , michelle, Lucille , Lucy in the sky with diamonds , Lovely Rita , Penny Lane , Sheila & What’s the new Mary Jane.
Tá... o que que tem ? Não Faço a mínima ideia, rs.
Viva a eternidade da Beatlemania \õ
sexta-feira, agosto 6
Estava frio, mas o sol brilhava pelas ruas desconhecidas por onde Amy caminhava. A noite tinha sido longa , desde que ela ficou sozinha em seu quarto para poder arrumar suas coisas, a escapada de casa, e o tempo que ficou andando por ae , pelas ruas de Londres. Ela não pregara o olho a noite inteira, mas não estava cansada. Levou com ela suas economias, desdo tempo que juntava dez libras esterlinas por semana quando tinha sete anos. Ela tinha agora um bom dinheiro.
Amy andava , livre , respirando, viva , Amy. Ela com ela mesma.Ela sendo ela mesma.Sonhando com ela mesma.Respirando o ar Amy.
Pensava em todas as coisas, em todos os detalhes, nas pessoas que passaram pela vida dela que agora ela provavelmente iria demorar muito tempo para rever. Mas ela não estava triste, ela se sentia livre pra fazer qualquer coisa, longe de todos os que a deixavam confusa.Ela não estava mais confusa.
Amy cumprimentava as pessoas que passavam, com um sorriso no rosto, como se derrepente gostasse de pessoas.
Mas nenhuma felicidade , por mais feliz que seja, dura para sempre, e Amy começou a pensar em aonde durmiria , se ia ficar pra sempre comendo em lanchonetes ou conseguiria seus objetivos, de ser uma estilista conceituada sem ser considerada fútil.
Ela sabia muito bem que nunca mais ia ver Brand, Lorena, e o pior : ela nunca mais veria o menino de nome desconhecido, que ela sentia tanta curiosidade de conhecer, tanta vontade de se aproximar e tanto medo do que tudo isso puderá ser.
Amy cheirava as flores que encontrava, olhava pro céu, e sentia diversos perfumes, e via diversos rostos, e sentia diversas sensações , mas nenhuma era tão boa , quanto a sensação, de estar livre.Completamente livre.
Amy andava , livre , respirando, viva , Amy. Ela com ela mesma.Ela sendo ela mesma.Sonhando com ela mesma.Respirando o ar Amy.
Pensava em todas as coisas, em todos os detalhes, nas pessoas que passaram pela vida dela que agora ela provavelmente iria demorar muito tempo para rever. Mas ela não estava triste, ela se sentia livre pra fazer qualquer coisa, longe de todos os que a deixavam confusa.Ela não estava mais confusa.
Amy cumprimentava as pessoas que passavam, com um sorriso no rosto, como se derrepente gostasse de pessoas.
Mas nenhuma felicidade , por mais feliz que seja, dura para sempre, e Amy começou a pensar em aonde durmiria , se ia ficar pra sempre comendo em lanchonetes ou conseguiria seus objetivos, de ser uma estilista conceituada sem ser considerada fútil.
Ela sabia muito bem que nunca mais ia ver Brand, Lorena, e o pior : ela nunca mais veria o menino de nome desconhecido, que ela sentia tanta curiosidade de conhecer, tanta vontade de se aproximar e tanto medo do que tudo isso puderá ser.
Amy cheirava as flores que encontrava, olhava pro céu, e sentia diversos perfumes, e via diversos rostos, e sentia diversas sensações , mas nenhuma era tão boa , quanto a sensação, de estar livre.Completamente livre.
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