sábado, julho 24

havia anoitecido quando Amy virava a esquina da rua de sua casa , o encontro com Lorena demorou um pouco mais que o esperado. Elas passaram o resto da manhã juntas na biblioteca, depois Lorena a arrastou para almoçar, e para ajuda-lá a escolher um vestido novo. Resultado : Amy teve um dia cheio de compromissos com a namorada de seu melhor amigo apaixonado , e ela não poderia sentir mais falsidade no ar do que já sentia, mas o que ela podia fazer ? Ela também estava sendo falsa, fingindo um sorriso a todo momento, ela não gostava desse tipo de programa, não se sentia a vontade, fazer o que.
Ao chegar em casa, Amy encontrou sua mãe ao telefone. Parecia uma adolescente , tagarelando com a amiga. As vezes, Amy se sentia mais madura que a própria mãe de quarenta anos. Engraçado como as coisas se contradiziam, nesse aspecto : Amy era tão menina , e tão mulher ao mesmo tempo.
Sua irmã já estava dormindo, milagre , não eram nem oito horas , ela deveria ter passado o dia pulando por aí. Amy foi até a cama da pequena Jane , e deu-lhe um beijo de boa noite na testa.
Então caminhou pelo corredor até seu quarto , Amy estava cansada. Sentou na cama e soltou alguns suspiros, mas logo já estava de pé. Ligou o chuveiro e foi olhar a janela , ela adorava fazer isso.
Começou a despir-se , lentamente, peça por peça : as meias três quartos de algodão , o jeans , o casaco , o cachecol , a blusã de lã... E quando Amy ia tirar, a penúltima blusa , sim , estava muito frio nesse dia, tipicamente frio, algo a parou. Um barulho vindo da sacada.
Ela paralizou. Não sabia quem poderia ser , um gato talvez, ou um passáro, ou só um galho. Mas poderia ser tambem um maníaco, um assaltante, um fugitivo... Como ela poderia saber ? Por isso aconteceu o seguinte : Paralização. Olhar superficial. Depois Amy pois o roupão , pegou a tesoura afiada que ela usava para desfiar suas roupas e seu cabelo de vez em quando e foi , calmamente , sorrateiramente, em direção a sacada.

sexta-feira, julho 23

Top 15 - My Movies

Leitores, aqui estão os meus quinze filmes preferidos, sem categoria específica. São simplesmente filmes que eu assistiria milhões de vezes sem cansar, como aquelas criancinhas na fase de repetição.
Talvez filmes inocentes, românticos, clichês , mas na categoria "eu gosto" , são os que mais se encaixam.

Sem qualquer análise técnica, simplesmente afetivo.


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Le fabuleux destin d'Amélie Poulain.
No Brasil , O Fabuloso Destino de Amélie Poulain.

É um filme francês , dirigido por Jean-Pierre Jeunet , 2001. E escrito por Guillaume Laurant.

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2° Elizabethtown.

No Brasil , Tudo Acontece em Elizabethtown.
É um filme estadunidense, dirigido por Cameron Crowe, 2005.


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A Series of Unfortunate Events.
No Brasil , Desventuras em Série.
É um filme alemão-estadunidense , dirigido por Brad Silbering, 2004.

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A Clockwork Orange.
No Brasil , Laranja Mecânica.
É um filme britânico, dirigido por Stanley , 1971.

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My Girl.
No Brasil , Meu Primeiro Amor.
É um filme estadunidense , dirigido por Howard zieff , 1991.

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500 Days of Summer.
No Brasil, 500 Dias com Ela.
É um filme estadunidense, dirigido por Marc Webb , 2009.

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A Beautiful Mind.
No Brasil, Uma Mente Brilhante.
É um filme estadunidense, dirigido por Ron howard , 2001.

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The Little Prince.
No Brasil, O Pequeno Príncipe.
É um filme lançado em 1974 , baseado no livro de Le petit prince escrito por Antoine de Saint Exupéry.

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The Life of David Gale.
No Brasil, A Vida de David Gale.
É um filme alemão-estadunidense , dirigido por Alan Parker , 2003.

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10° Breakfast at Tiffany's.
No Brasil, Bonequinha de Luxo.
É um filme estadunidense, dirigido por Blake Edwards , 1961.

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11° The Reader.
No Brasil, O Leitor.
É um filme teuto-americano, dirigido por stephen daldry em 2008 , do original alemão Bernhard Schlink.

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12° Le Comte de Monte-Cristo.
No Brasil, O Conde de Monte Cristo.
É um filme frances-estadunidense , dirigido por Kevin Reynolds, 2002 em função dos escritos originais do francês Alexandre Dumas.

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13° Preface.
No Brasil, Prefácio.

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14° The Little Rascals.
No Brasil, Os Batutinhas.
É um filme estadunidense, dirigido por Penelope Spheeris , 1994.

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15° 10 Things I Hate About You.
No Brasil, 10 coisas que eu odeio em você.
É um filme estadunidense, dirigido por Gil Junger , 1999.






Caro leitor (a) , más notícias novamente. Eu devo estar um pouco ocupada, sem criatividade, ou qualquer outra coisa, o fato é que eu não faço mais idéia do que postar aqui para prencher as categorias disponiveis, lhes proporcionar algo bom, e tirar um pouco da exclusividade da Amy que a página inicial está tendo.
Ontem, eu fiz um texto enorme sobre o café. Sim, sobre o café. Mas ao reler, eu vi que estava sem atrativos, e definitivamente, ninguem leria. Ninguem leria sobre o café só porque eu adoro café e decidi falar bem dele.
Então é o seguinte, elaborei uma lista de filmes que vale a pena assistir, os meus preferidos talvez. A lista estará disponível no próximo post, e posteriormente eu irei tentar falar sobre cada um deles.

Desculpe , pela falta de criatividade.
Obrigada.
Cumprimentos.

quarta-feira, julho 21

Amy foi até a floricultura de Dona Dolores, uma senhora baixinha e gordinha de cabelos ruivos e enrolados, que descontava nas flores, o que ela não pode dar para os filhos, que tanto queria, e nunca vieram. Era de costume, Amy ajuda-lá a carregar algumas flores logo de manhã.
- Quem são eles ? - Amy gesticulava a cabeça pra a casa esquecida, logo, para a família.
- São uma família rica da cidade vizinha , parece que eles vão transformar a casa velha em uma espécie de lar para o garoto.
- Como assim ?
- Eles nunca foram de dar muita atenção para o menino, ele já está quase com 18 anos e não se importa mais com essas coisas de família , então ele vai se mudar para cá.
- Sozinho? - Amy não estava acreditando.
- Parece que uma governanta vai ficar com ele nos primeiros meses, pra ele se acostumar com o bairro e pra justiça não alegar abandono de incapaz, sabe como é , Amy ? Ele é menor de idade.
Dona Dolores estava toda empolgada, adorava uma fofoca.
- Entendo... E você sabe o nome dele ?
- Não sei, querida.
- Bem...
- Você não está interessada não, está ? - ela interrompeu.
- Claro que não.
- Ele até seria uma boa companhia pra ti , ele sempre está com um livro na mão. Mas segundo boatos por , ele usa as garotinhas como se não tivessem nenhum valor.
- Não confio em Boatos. Mas não estou interessada. Vou indo Dona Dolores , obrigada.
- Obrigada você , pequena.
E um beijo na mão de Amy, foi dado como despedida.
Amy tinha que pensar sobre isso tudo, e era informação demais , por isso correu para a biblioteca, o lugar que ela mais gostava.E também foi para se encontrar com Lorena, que estava muito sociável com ela ultimamente. Isso a incomodava muito, elas nunca foram amigas e nem tinham nada em comum pra que isso fosse, um dia, possível.
Amy sempre foi muito indiferente para amizades, ela preferia ficar isolada o resto da vida, a ter que participar de círculos fúteis, porém sempre foi muito simpática com todos, na medida do possível.



segunda-feira, julho 19

E então Brand observava, com o coração cheio de amor e os pulmões vazios de ar , Amy sentada no tapete de plumas , de perninhas de índio, como uma criança , em sua camisola de algodão que deixava suas belas coxas a mostra, naquela posição. Amy... sua querida pequena Amy , tentando fazer um rosto com o chocolate em um dos morangos , rindo consigo mesma da expressão engraçada que se formava...jogando os cabelos pra lá e pra cá. Tão doce, tão pura, tão menina, tão Amy.

- Qual é Brand ? Vai ficar mesmo parado aí olhando pros morangos com essa cara de bobo ? - disse Amy, interrompendo os pensamentos fantasiosos de seu amigo apaixonado.
- É que eles parecem suculentos...
- Pois são feitos para comer, felizmente!
Ele sorriu , já sentado ao lado dela.
- Que bom que está tudo normal com a gente !
- Para com isso, Brand. Até parece aquelas garotinhas inseguras!Já disse que sempre vai ficar tudo bem, caso você pare de falar disso, é claro. Aliás , Lorena sabe que está aqui ?
- E desde quando ela se importa com o fato de eu passar a maior parte do tempo com você ?
Amy olhou de lado , balançou a cabeça e riu contidamente.E fez se silêncio por alguns longos segundos.
- Hey, e aquele nosso passeio pelo bosque ? - disse Brand.
- Você já reparou que aquela família não saí mais da frente daquela casa, aquela esquecida pelo mundo ?
Brand abaixou a cabeça , disfarçando o descontentamento por ela ter ignorado sua pergunta , que era realmente importante. O passeio no bosque era quase uma tradição, se não era.
- Que família ?
- Não sei quem são, mas não saem mais de lá.
- Nem reparei.
- Pois deveria!
- Te incomoda ?
- Sabe que eu sou curiosa.
- Sei. . .

Amy sorriu novamente. E os dois passaram o resto da tarde, conversando e comendo morangos de rostos deformados de chocolates. Amy rindo. Brand se apaixonando.
Mas a noite chegara , e ele tinha que ir.
Ele foi , Amy se deitou. Deitou. Sonhou. Acordou.

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O sol já brilhava há algumas horas , quando Amy calçava os chinelos.
Rotina da manhã : Calçar os chinelos. Olhar o céu. Olhar no espelho. Escovar os dentes. Deixar a pasta dental aberta. Tirar a roupa. Ligar o chuveiro. Tomar Banho. Por a roupa. Dar comida para Donahu. Sair, para absolutamente qualquer lugar.
Amy era uma garota de planos, ás vezes, quando a rotina ordenava isso.
E passando pela rua , cantarolando, Amy viu a família desconhecida em frente a casa.
Eu sei leitor , você quer saber o que eles tanto fazem lá , eu sei como é , Amy sente essa ansiedade também.