Amy foi até a floricultura de Dona Dolores, uma senhora baixinha e gordinha de cabelos ruivos e enrolados, que descontava nas flores, o que ela não pode dar para os filhos, que tanto queria, e nunca vieram. Era de costume, Amy ajuda-lá a carregar algumas flores logo de manhã.
- Quem são eles ? - Amy gesticulava a cabeça pra a casa esquecida, logo, para a família.
- São uma família rica da cidade vizinha , parece que eles vão transformar a casa velha em uma espécie de lar para o garoto.
- Como assim ?
- Eles nunca foram de dar muita atenção para o menino, ele já está quase com 18 anos e não se importa mais com essas coisas de família , então ele vai se mudar para cá.
- Sozinho? - Amy não estava acreditando.
- Parece que uma governanta vai ficar com ele nos primeiros meses, pra ele se acostumar com o bairro e pra justiça não alegar abandono de incapaz, sabe como é né, Amy ? Ele é menor de idade.
Dona Dolores estava toda empolgada, adorava uma fofoca.
- Entendo... E você sabe o nome dele ?
- Não sei, querida.
- Bem...
- Você não está interessada não, está ? - ela interrompeu.
- Claro que não.
- Ele até seria uma boa companhia pra ti , ele sempre está com um livro na mão. Mas segundo boatos por aí , ele usa as garotinhas como se não tivessem nenhum valor.
- Não confio em Boatos. Mas não estou interessada. Vou indo Dona Dolores , obrigada.
- Obrigada você , pequena.
E um beijo na mão de Amy, foi dado como despedida.
Amy tinha que pensar sobre isso tudo, e era informação demais , por isso correu para a biblioteca, o lugar que ela mais gostava.E também foi para se encontrar com Lorena, que estava muito sociável com ela ultimamente. Isso a incomodava muito, elas nunca foram amigas e nem tinham nada em comum pra que isso fosse, um dia, possível.
Amy sempre foi muito indiferente para amizades, ela preferia ficar isolada o resto da vida, a ter que participar de círculos fúteis, porém sempre foi muito simpática com todos, na medida do possível.
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