sexta-feira, julho 16

Hoje é dia de Conto de Amy . . .

Amy decidiu dar meia volta e parar com os devaneios questionadores , apesar da certeza de que eles voltariam assim que alguns minutos tediosos surgissem , isso se ela precisasse deles para destrambelhar a conversar com própria.
Ela chegou em sua silenciosa casa, já que sua mãe passava a maior parte do tempo fora, sua irmã caçula praticamente morava na casa da amiga e seu pai só se comunicava através de cartas, há um longo tempo.
Pendurou seu casaco uva, e sentou-se na beira da cama, ela já ia começar a tagarelar com sua amiga mente, quando o telefone tocou, e não foi preciso nem o segundo toque para que ela o atendesse.

- Alô ? - disse Amy , frenética.
- Amy ?
- E quem mais seria ? Você não ligou pro meu número ? - ela mudara o tom de voz.
- Já vi que tem alguém de péssimo humor hoje. . .
- Não estou mal humorada.
- Posso passar aí ?
- Se é isso que você quer , venha.
- Você disse que nada mudaria entre a gente...
- Não mudou, Brand. Só estou confusa, não provoque.
- Como se fosse novidade você estar confusa - pausa - Chego em dez minutos.
- Como preferir. Um beijo.
- Tchau Amy.

PUFT. Ela colocou o telefone na base sem delicadeza.
Já era sabido de todos que seu melhor amigo, Brand , o filho dos donos da confeitaria chique do bairro, bonito mesmo com os óculos, inteligente e único para Amy, estava apaixonado por ela. Até sua própria namoradinha, Lorena , uma loira de peitos grandes , sem tempero nenhum, já sabia. Mas quem disse que ela se importava muito ? Lorena era fria , indiferente.

"Amy , você é diferente de todas , e sabe disso. É a única com quem eu consigo falar sobre qualquer assunto imaginável, é tão doce, tão madura e segura. Ao contrário das outras, você não usa decotes ou saias curtas, mas sua blusa preta de um ombro só e o seu jeans sujos dispertam em mim, os mais altos sonhos. O jeito que você leva a sua vida, e está sempre radiante, seu gosto refinado, e sua inteligencia... eu te amo por que..."

Ele foi interrompido por Amy.
Parece até regra o melhor amigo se apaixonar pela melhor amiga, transformar tanta afinidade e ombro amigo em um amor. É até chato isso ter ocorrido com Amy , cansa seguir protocolos de romances, mas o que eu posso fazer ? É minha função narrar a vida de Amy , mesmo antes de ela ter uma importância tão grande, ao ponto de precisar de um livro.
Essas foram as palavras apaixonadas que Brand disse para nossa doce Amy. Sem dúvida eram palavras encantadoras , e fariam qualquer adolescente desesperada por um relacionamento, ficar "apaixonada". Mas essa era a diferença: Amy não era qualquer adolescente, não estava desesperada e nem tampouco interessada em "se apaixonar", havia coisas mais importantes para Amy pensar.

TOC TOC.
- Amy, posso entrar ?
- Está aberta, Brand.
E nesse instante, Brand viu a cena mais apaixonante de sua vida e sem nenhum propósito por parte de Amy.


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"Conto de Amy". Wrote by Bruna Alves.

quinta-feira, julho 15

Ler. . .


Ler, ler, ler ler ler ler !



O verbo mais completo e o mais prazeroso de se conjugar.
Estava eu, lendo, um artigo na minha revista do aluno do ano passado, que todos vocês de escolas públicas devem ter , que especulava que a internet substituiria os livros em um determinado momento histórico, já que temos os e-books , que são livros em aparelhinhos portáteis eletrônicos.
MAS NÃO VÃO!
Quem nunca sentiu aquele prazer, em passar a mão na capa do seu livro novo? Aquele livro que você queria tanto, e finalmente conseguiu? Ou aquele livro que você já leu um trilhão de vezes, mas pra você continua sendo único e precioso?
Será que sou só eu que gosta de passar os dedos na página que já li e ficar orgulhosa do tempo que foi gasto lendo aquela quantidade, e feliz pelo conteúdo absorvido?
Quem nunca sentiu afinidade com algum personagem? Ou nunca quis ter escrito aquelas palavras?
Ok, isso é muito sentimento, eu sei.

(pausa)

Agora você me diz: Ler é um verbo muito amplo, eu estou lendo o que você escreveu, aqui, por um computador.
Mas é claro, meu caro, você tem toda a razão! Ler é muito amplo: Você pode ler
revistas, jornais, enciclopédias, anúncios publicitários, livros didáticos, livros de história, livros históricos, apostilar, artigos, cartas, e-mails, blogs, placas, telas de computadores, rodapés, legendas de filmes, manual de instruções, bíblias, gibis, mangás, panfletos, adesivos, calendários, etiquetas, capas e contracapas de filmes, manchetes na televisão, ENFIM, é uma variedade de coisas para ler , que não se tem idéia!
Ok, o verbo ler nunca vai ser excluído. Mas aquele contato profundo com uma história, o ato de por a sabedoria entre as mãos, corre riscos.
Por que apenas uma pequena parcela, do total dos adolescentes, lê freqüentemente. Poderíamos até ficar satisfeitos, com o fato do número de adolescentes que Lêem online, tenha subido para 31%%, mas será que é o bastante?
Quantas vezes, colegas meus me dizem “Que saco, não tenho nada pra fazer.”
E eu respondo “Por que você não lê?” e eles riem da minha cara, ou dizem “Não tem nada pra ler.”
COMO ASSIM?
A variedade é tão absurda, que até espanta.
PESSOAS QUERIDAS, A RIQUEZA, OU BOA PARTE DELA , ESTÁ NA LEITURA, O APRENDIZADO E O CONHECIMENTO, SE ENCONTRA NOS LIVROS.
Encham suas cabeças desocupadas, com a arte literária, e se surpreendam com a pessoa que vocês vão construir!
O importante é:

* Escolher bem o que lê.
* Ler de tudo um pouco.
* Tirar máximo proveito do que leu.


Terminei meu desabafo.
Cumprimentos.





quarta-feira, julho 14

Seguinte queridos leitores, segundo recomendações de um ilustre amigo , querido, que é muito importante pra mim, cheio de inteligencia, bom senso e olho clínico para marketing de blogs [risos] (salve André \õ) , e em função do desespero de novidades sobre a Amy por parte de alguns (Bixa, eu te amo) ,
Vamos mudar as coisas por aqui :

Três vezes por semana : Conto de Amy.
Duas vezes : Enciclópedia do que a Flame Gosta.
Uma vez por semana : Lado sentimental da coisa toda.

Agora, quais dias terão o que, vocês terão que entrar e ler pra ver ! [rimou]
Espero que gostem.
Um beijo pra quem eu tenho certeza, que está acompanhando! E pra quem eu não tenho essa certeza também.



" Quanto mais a hora for chegando, mais me sentirei feliz."
Exupéry, O Pequeno Príncipe.


Então viva a ansiedade no coração de todos os leitores \õ
Amy estava andando pela rua, provavelmente sem rumo, ela só observava o jeito que as coisas estavam.
E era tanta coisa passando pela cabeça de Amy, que ela própria estava confusa.
Ela estava em um dia esquisito, reparava em tudo e tudo fazia algum sentido pra ela.
Por exemplo, Amy achou curioso o jeito que as folhas caiam da árvore, e ficou se perguntando se as leis da física não estariam mais certas do que a sua fé. Se o mundo em que vivemos, simplesmente acabará um dia ou perpetuará. Se o amor existe, ou se o povo que confunde as coisas.
Por que aquele Senhor do 430, matou a esposa, depois de tantas juras de amor e de tanto tempo juntos ? Será que no presídio, aonde ele iria passar tanto tempo, as memórias das coisas boas que ela fez pra ele, o fariam se arrepender ?
Por que o seu melhor amigo , confessará que a ama, se tem do seu lado uma namorada tão atraente, inteligente e outras coisas mais ?
Por que as pessoas magoavam umas as outras ? Ou por que o clima estava tão variante ?
Essas perguntas, ela sabia que nunca iria responder, por isso deixou as de lado.
Ficou mais interessada, em coisas que ela poderia esclarecer rapidamente, sem filosofar e sem perder tempo em vão, afinal de que adiantaria se ela tivesse essas respostas ?
Por isso, ela mudou o foco, e agora se perguntava :
O que a família , daquele garoto que ela via as vezes perambulando as ruas de sua cidade,estava fazendo na frente daquela casa antiga, praticamente abandonada, há tanto tempo ?
E por que diabos , um garoto que deveria estar caçando meninas por aí, estaria agora lendo , compenetradamente o livro preferido dela ?
Por que ela sempre reparava nele ?
Ela queria saber disso, queria muito

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"Conto de Amy" . Wrote by Bruna Alves.

domingo, julho 11

Conto de Amy.

I

Amy era uma garota típica de dezesseis anos, uma bela menina de dezesseis. Ela não era nem um pouco alta, mas também não era a mais baixa da turma.
Ela não tinha olhos claros, mas os seus pretos eram valiosos. Amy não tinha cabelos lisos, mas adorava suas ondas. Não tinha muito dinheiro, mas não se importava muito com isso. No colégio, Amy tinha muitos pretendentes, mas não gostava de nenhum deles. Tirava notas excelentes em todas as matérias, mas não se gabava disso. Sua mãe era perfeitamente bela e jovem, mas ela não roubava seus saltos e sua maquiagem, nem tampouco se inspirava nela.
Amy gostava de ler, de tomar banho de chuva, de dias frios para passar todo o tempo embaixo de seu cobertor velho, ela gostava de coisas velhas. Amy adorava seu gato de pelo caramelo, Donahu. Adorava histórias de amor, morangos com chocolate na companhia de seu melhor amigo, também adorava passar o dedo na cobertura do bolo dos outros e andar de bicicleta jogando pétalas de flores ,já caídas , pelo caminho, ela nunca arrancava uma se quer.
Amy amava conversar consigo mesma. Mas, o que mais Amy amava?
Isso nem mesmo Amy sabia.

-

Há alguns quilômetros de distância, havia um garoto, de dezessete anos.
O garoto tinha olhos combinando com o cabelo bagunçado, um aspecto físico mediano , dentes perfeitamente brancos. Ele não era muito forte, nem extremamente belo ou popular, não saia por ai vadiando, nem tirava notas ruins, pelo contrário. Nunca dava problemas na escola.
O garoto gostava de ler, de andar por aí, de resolver problemas insolúveis, e de colecionar selos. Adorava sua facilidade em fazer amizades, e os frutos disso. Adorava chá da tarde com bolo de cenoura e de espantar os pombos sutilmente, maduramente.
O que o garoto amava? Provavelmente nada e ninguém, nem quaisquer coisas amáveis.

Agora você me pergunta, caro leitor: Haveria alguma relação entre nossa querida Amy e esse garoto até então desconhecido?
Ora leitor, eu sou simplesmente o narrador, e nada sei. E se soubesse, não quero
revelar-te agora. E se quisesse, não poderia.
Se quiseres mesmo saber, continue lendo este tão infeliz escrito. E se não quiserdes, continue mesmo assim, já que começastes.

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"Conto de Amy" . Wrote by Bruna Alves.