segunda-feira, novembro 8

Amy estava saindo do escritório para se encontrar com Peter, seu celular tocou. E era o próprio Peter, esbravejando que ela estava doze minutos atrasada. Amy corou e se sentiu lisonjeada.
- Prometo que não passará de quinze minutos de atraso.
- Acho bom - ele ria.
E logo Amy já estava virando a rua que Peter estaria. Ele estava de calça jeans escura e camisa xadrez cinza e preta , ofuscada pela sua jaqueta muito sedutora. Estava com uma rosa na mão, olhando pra ela, enquanto batia os pézinhos, sentada no banco da praça, a espera de Amy. Ela sorriu.
- Que elegância, moço. - Ele ergueu os olhos sorrindo, e ela retribuindo...
- Pra você - ela recebendo a rosa, deu mais um sorriso, tímido dessa vez.
- Muito obrigada, ela é linda.
- Não vá pensar que eu estou tentando te impressionar, e dar uma de romântico pra te conquistar, eu nem sei se você gosta disso, é que eu sou assim e ... - ele tropeçava em suas próprias palavras.
- Vamos caminhar - ela ofereceu o braço, ele aceitou.
E eles caminharam conversando e reparando sempre em coisas pequenas. Como um arbusto que parecia um cavalo, ou uma determinada estrela mais brilhante, nas pessoas e como elas eram. E eram 21:58 quando estavam na porta do apartamento dela.E Amy sorriu ao ver quem estava lá.
- Só pra ver se ele cumpriria o horário - ele riu
- Não sou uma menininha que tem que ser vigiada, Bernardo - ela revirou os olhos
- Quem é ele ?  - Peter perguntou , não entendendo nada.
- Meu amigo.
- O melhor amigo - ele piscou - de-la.
- AAAh sim, muito prazer. - ele ofereceu a mão. Bernardo recusou.
- Pode voltar agora Bernardo, já estou aqui e são exatamente 22h.
Bernardo conferiu no relógio de bolso. Olhou Peter de cima a baixo.
- Quero falar com você, Amy. E não dá pra esperar até quinta, tem que ser agora.
- Certo - Amy virou-se para Peter - Obrigada pela noite ma-ra-vi-lho-sa, eu me diverti muito e espero que possamos fazer isso mais vezes.
- Claro que sim. Boa noite. - Ele a beijou suavemente nos lábios, rápido, frio, um selinho de criança.
Amy sorriu. Bernardo revirou os olhos discretamente. Peter foi andando e acenando.
- Que baba-ca - Bernardo bufou.
- Não fale assim dele.
- Amanhã ele vai estar aqui com uma bandinha e vai fazer uma serenata pra você.
- Para de ser ciumento. - ela deu um tapinha em seu ombro.
Eles riram e subiram as escadas.
Amy já estava acendendo a luz quando Bernardo a abraçou por trás e a virou para dar um suculento e longo beijo. Amy só conseguia continuar de olhos fechados , estremecida, retribuindo o beijo. Mas finalmente ela se soltou.
- O que foi isso ? - Amy dizia nervosa enquanto corria para fechar a porta.
- Eu precisava. (pausa) Assim como preciso de contar uma coisa.
- Pois estou ouvindo.
- Estou apaixonado.
- O que ? - ela disse surpresa. 

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