domingo, novembro 14

- Ela é incrível.
- Ela quem ? - Amy não entendia.
- Louise. Ela é doce, angelical, meiguinha... meio inocente até, sabe ?
- E desde quando você se apaixona por garotas assim ?
- Eu nunca me apaixonei - Amy estremeceu - Mas quando eu estou com ela, só existe ela... entende ?
- E você me beijou agora por quê...
- Porque amanhã vou pedi-lá em namoro, e não vou nunca mais poder fazer isso.
- Me parece justo - Amy estava revoltada com sí própria.
- Me perdoe. Ela...você vai ver quando conhecê-lá.
Amy sentia seu corpo inteiro se confundir por dentro, seus olhos queriam se encher de lágrimas e ela queria xingar com todos os nomes possíveis todos os seres possíveis, mas ela não poderia demonstrar estar chateada, e este chiliquinho seria infantil demais, então despejou :
- Estou apaixonada por Peter.
- Sério? - ele disse surpreso.
- É claro que é sério.
- Bom...
- Não é sério.
- Posso falar ? - ele assentiu - Ele é um amor, ele é... é ele, e eu estou apaixonada.
- Espero que ele te faça feliz então.
- Qual é, não vamos ficar juntos agora, só porque estou apaixonada.
- Queria saber se mesmo assim, eu posso vir morar aqui contigo.
- Por que não vai morar com ela ?
- Ela mora com os pais. - Ele disse. E Amy sorriu bufando.
- Não seria muito certo.
- Somos adultos. E somos amigos. 
- Certo... venha.
- Quinta feira.
- Está bem. 
Os dois ficaram trocando olhares por alguns instantes, até que constrangido, Bernardo desviou o olhar.
- Amanhã eu tenho que trabalhar, lembra ?
- Ahh... ok, bom, boa noite.
- Boa noite - ela assentiu.
E ele saiu pela porta vermelha, sem ao menos dizer nada, sem dar um abraço, ou mais um beijo, ou qualquer coisa. Ele simplesmente saiu, e deixou Amy parada aonde estava por um longo tempo. Mas ele não sabia que tinha feito isso. Ele nunca sabia o que fazia com ela.
Ela se deitou, finalmente. Olhou ao redor, e pegou instantaneamente no sono.

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