Fazia muito tempo que Amy não se envolvia em um relacionamento de verdade. As vezes, ela acabava ficando com alguém que julgava ser interessante , e outros ela nem julgava, e nem eram, mas serviam para diversão. Amy não ligava muito pra sentimentos, ela não era de se apegar.Ela precisava de alguém muito bom, para se apegar. Ela tinha casos que duravam uma noite, uma semana, no máximo um mês e meio, e ela nunca ligava quando eles acabavam sem explicação ou então, ela mesmo acabava antes que seu relacionamento passasse a ser algo maior.
Quando não era ela que acabava, ela tinha apenas, dois minutos de surto, pós-termino de relação.
Ela era madura, equilibrada, nunca pirava.
Atualmente, Amy estava num relacionamento de duas semanas e meia com Jonathan Math , o rockeiro desocupado.
Ele era dono de um lounge , cujo único intuito era expor suas composições para um público rebelde, bêbado , e sem futuro. Mas ele era bom no que fazia.
Já faziam três meses que ele mantia a tradição de mandar um beijo pra ela, do palco, toda vez que acabava de cantar, nas três vezes por semana.
Amy gostava do modo que ele descrevia o cabelo dela.
Mas agora, Amy estava tendo uma discussão com seu namorado J.M. , uma típica discussão :
- Você não me liga. Você não liga, pra nada do que somos. Você está brincando de relacionamento, ou sei lá o que...Eu morro de desejo por você , e até agora, não transamos nenhuma vez e...
- Espera aí, o que ? Então você só está interessado no meu corpo, e é por isso que estamos terminando, não porque eu não dou valor a nossa relação!
- Eu não disse isso!
- Você está agindo como se eu fosse uma garotinha boba que não soubesse nada sobre homens e relacionamentos!
- Seu problema é que você pensa que sabe de tudo, Amy.
- Eu sei de muita coisa, mas não vem ao caso! Quem não quer nada agora, sou eu!
- Ótimo.
- Ó-timo.
E então ela bateu a porta do carro velho de John , e saiu do carro em direção a sua casa, como se estivesse dançando alegremente. Sorridente e livre novamente.
Amy entrou na prédio, distribuindo cumprimentos para todos que encontrava pelo caminho, como se tivesse sido um dia perfeito, subiu para o seu quarto, e pois seu vestido mais provocante.Ela nunca o usava. Ele parecia mais uma lingerie fantasiosa , do que um vestido. Suas coxas ficavam a mostra, alem do decote que realçava seu busto, que não era grande coisa.
Pois agora, Amy estava parecendo com uma garota de programa refinada , andando pelas ruas de Londres, contente e saltitante, em direção ao seu lugar predileto.
Engraçado como as atitudes mais maduras de Amy, soam ser as mais imaturas. Eu não entendo , e nem você deve entender, leitor, mas Amy entende, e é o suficiente. Mas mais engraçado ainda, é Amy estar desse jeito, sentada em uma mesa de biblioteca.
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