quinta-feira, agosto 12

Amy II

Para poupar seu tempo e paciência , Amy fez com que sua vida de dois anos que não vai ser contada, se resumisesse em poucas coisas que deveriam ser contadas.
Após cantarolar pelas ruas de Londres , sentir-se livre , cumprimentar pessoas desconhecidas, pensar no garoto que nunca mais veria, se preocupar e voltar a sensação de frenesi de liberdade, Amy seguiu seu caminho seriamente, a procura de um lugar pra ficar.
Não me pergunte como Amy burlou as leis britânicas, e conseguiu um lugar na pensão Manfred's pela metade do preço , como conseguiu se manter livre de interrogatórios e alimentada, aquecida e empregada na floricultura do seu novo bairro. Incrível como floriculturas fazem parte da vida de Amy.

E nesse tempo, Amy fez 2.177 refeições , leu 240 livros , deu 220.273 sorrisos , e chorou incríveis 3 vezes. Amy conheceu 739 pessoas, mas só gostou realmente de quatro :
O Senhor Manfred , dono da pensão. Ele tratava sua mulher como uma princesa , e sabia um pouco sobre cada coisa que pudesse existir. Ele sabia de filosofia, de física, de culinária, botânica e outras coisas mais.
Sua companheira da faculdade de moda. Elas se conheciam a pouco tempo, mas sua amiga Jenny sabia bastante do assunto para conversar com ela, por longas horas.
Peter Covolan. Ele morava na pensão também e era completamente apaixonado por Amy, deixava uma florzinha todos os dias, na caixa de recados da porta do quarto de Amy. Para retribuir, Amy arrancava uma petála e colocava na caixinha da porta dele. Ela ficava lisonjeada pelo jeito que ele sorria ao vê-lá, mas detestava não poder corresponde-lo. Ele era doce, sensível as coisas boas e sentimentais da vida, sem perder sua dose necessária de inteligência e maturidade.
E por último, a senhora Lucyle. Ela ficava todos os dias , sentada no banco que ficava em frente a pensão, dando comida para os passáros e rindo para o nada. Amy gostava disso.

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Pois se passaram dois anos, e agora Amy, não era mais uma garota de dezesseis.Era uma mulher de dezoito anos e meio. Era forte e independente.
O único contato que Amy tinha com sua mãe era por cartas, desde então. Frias e sem endereço ou telefone. Amy não sentia falta dela, ou pelo menos , fingia que não sentia.
Já com sua irmã, era diferente, elas já se viram oito vezes. Amy mandava um bilhete pelo correio endereçado a casa da amiga dela, com um local de encontro. Sua irmã nunca contou nada sobre esses encontros.
Mas algo sempre muda a vida de Amy,e algo sempre a tira da rotina, de vida estável.
Mas leitor, se não fosse assim, não seria uma vida.


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