- Ela é incrível.
- Ela quem ? - Amy não entendia.
- Louise. Ela é doce, angelical, meiguinha... meio inocente até, sabe ?
- E desde quando você se apaixona por garotas assim ?
- Eu nunca me apaixonei - Amy estremeceu - Mas quando eu estou com ela, só existe ela... entende ?
- E você me beijou agora por quê...
- Porque amanhã vou pedi-lá em namoro, e não vou nunca mais poder fazer isso.
- Me parece justo - Amy estava revoltada com sí própria.
- Me perdoe. Ela...você vai ver quando conhecê-lá.
Amy sentia seu corpo inteiro se confundir por dentro, seus olhos queriam se encher de lágrimas e ela queria xingar com todos os nomes possíveis todos os seres possíveis, mas ela não poderia demonstrar estar chateada, e este chiliquinho seria infantil demais, então despejou :
- Estou apaixonada por Peter.
- Sério? - ele disse surpreso.
- É claro que é sério.
- Bom...
- Não é sério.
- Posso falar ? - ele assentiu - Ele é um amor, ele é... é ele, e eu estou apaixonada.
- Espero que ele te faça feliz então.
- Qual é, não vamos ficar juntos agora, só porque estou apaixonada.
- Queria saber se mesmo assim, eu posso vir morar aqui contigo.
- Por que não vai morar com ela ?
- Ela mora com os pais. - Ele disse. E Amy sorriu bufando.
- Não seria muito certo.
- Somos adultos. E somos amigos.
- Certo... venha.
- Quinta feira.
- Está bem.
Os dois ficaram trocando olhares por alguns instantes, até que constrangido, Bernardo desviou o olhar.
- Amanhã eu tenho que trabalhar, lembra ?
- Ahh... ok, bom, boa noite.
- Boa noite - ela assentiu.
E ele saiu pela porta vermelha, sem ao menos dizer nada, sem dar um abraço, ou mais um beijo, ou qualquer coisa. Ele simplesmente saiu, e deixou Amy parada aonde estava por um longo tempo. Mas ele não sabia que tinha feito isso. Ele nunca sabia o que fazia com ela.
Ela se deitou, finalmente. Olhou ao redor, e pegou instantaneamente no sono.
domingo, novembro 14
segunda-feira, novembro 8
Amy estava saindo do escritório para se encontrar com Peter, seu celular tocou. E era o próprio Peter, esbravejando que ela estava doze minutos atrasada. Amy corou e se sentiu lisonjeada.
- Prometo que não passará de quinze minutos de atraso.
- Acho bom - ele ria.
E logo Amy já estava virando a rua que Peter estaria. Ele estava de calça jeans escura e camisa xadrez cinza e preta , ofuscada pela sua jaqueta muito sedutora. Estava com uma rosa na mão, olhando pra ela, enquanto batia os pézinhos, sentada no banco da praça, a espera de Amy. Ela sorriu.
- Que elegância, moço. - Ele ergueu os olhos sorrindo, e ela retribuindo...
- Pra você - ela recebendo a rosa, deu mais um sorriso, tímido dessa vez.
- Muito obrigada, ela é linda.
- Não vá pensar que eu estou tentando te impressionar, e dar uma de romântico pra te conquistar, eu nem sei se você gosta disso, é que eu sou assim e ... - ele tropeçava em suas próprias palavras.
- Vamos caminhar - ela ofereceu o braço, ele aceitou.
E eles caminharam conversando e reparando sempre em coisas pequenas. Como um arbusto que parecia um cavalo, ou uma determinada estrela mais brilhante, nas pessoas e como elas eram. E eram 21:58 quando estavam na porta do apartamento dela.E Amy sorriu ao ver quem estava lá.
- Só pra ver se ele cumpriria o horário - ele riu
- Não sou uma menininha que tem que ser vigiada, Bernardo - ela revirou os olhos
- Quem é ele ? - Peter perguntou , não entendendo nada.
- Meu amigo.
- O melhor amigo - ele piscou - de-la.
- AAAh sim, muito prazer. - ele ofereceu a mão. Bernardo recusou.
- Pode voltar agora Bernardo, já estou aqui e são exatamente 22h.
Bernardo conferiu no relógio de bolso. Olhou Peter de cima a baixo.
- Quero falar com você, Amy. E não dá pra esperar até quinta, tem que ser agora.
- Certo - Amy virou-se para Peter - Obrigada pela noite ma-ra-vi-lho-sa, eu me diverti muito e espero que possamos fazer isso mais vezes.
- Claro que sim. Boa noite. - Ele a beijou suavemente nos lábios, rápido, frio, um selinho de criança.
Amy sorriu. Bernardo revirou os olhos discretamente. Peter foi andando e acenando.
- Que baba-ca - Bernardo bufou.
- Não fale assim dele.
- Amanhã ele vai estar aqui com uma bandinha e vai fazer uma serenata pra você.
- Para de ser ciumento. - ela deu um tapinha em seu ombro.
Eles riram e subiram as escadas.
Amy já estava acendendo a luz quando Bernardo a abraçou por trás e a virou para dar um suculento e longo beijo. Amy só conseguia continuar de olhos fechados , estremecida, retribuindo o beijo. Mas finalmente ela se soltou.
- O que foi isso ? - Amy dizia nervosa enquanto corria para fechar a porta.
- Eu precisava. (pausa) Assim como preciso de contar uma coisa.
- Pois estou ouvindo.
- Estou apaixonado.
- O que ? - ela disse surpresa.
- Prometo que não passará de quinze minutos de atraso.
- Acho bom - ele ria.
E logo Amy já estava virando a rua que Peter estaria. Ele estava de calça jeans escura e camisa xadrez cinza e preta , ofuscada pela sua jaqueta muito sedutora. Estava com uma rosa na mão, olhando pra ela, enquanto batia os pézinhos, sentada no banco da praça, a espera de Amy. Ela sorriu.
- Que elegância, moço. - Ele ergueu os olhos sorrindo, e ela retribuindo...
- Pra você - ela recebendo a rosa, deu mais um sorriso, tímido dessa vez.
- Muito obrigada, ela é linda.
- Não vá pensar que eu estou tentando te impressionar, e dar uma de romântico pra te conquistar, eu nem sei se você gosta disso, é que eu sou assim e ... - ele tropeçava em suas próprias palavras.
- Vamos caminhar - ela ofereceu o braço, ele aceitou.
E eles caminharam conversando e reparando sempre em coisas pequenas. Como um arbusto que parecia um cavalo, ou uma determinada estrela mais brilhante, nas pessoas e como elas eram. E eram 21:58 quando estavam na porta do apartamento dela.E Amy sorriu ao ver quem estava lá.
- Só pra ver se ele cumpriria o horário - ele riu
- Não sou uma menininha que tem que ser vigiada, Bernardo - ela revirou os olhos
- Quem é ele ? - Peter perguntou , não entendendo nada.
- Meu amigo.
- O melhor amigo - ele piscou - de-la.
- AAAh sim, muito prazer. - ele ofereceu a mão. Bernardo recusou.
- Pode voltar agora Bernardo, já estou aqui e são exatamente 22h.
Bernardo conferiu no relógio de bolso. Olhou Peter de cima a baixo.
- Quero falar com você, Amy. E não dá pra esperar até quinta, tem que ser agora.
- Certo - Amy virou-se para Peter - Obrigada pela noite ma-ra-vi-lho-sa, eu me diverti muito e espero que possamos fazer isso mais vezes.
- Claro que sim. Boa noite. - Ele a beijou suavemente nos lábios, rápido, frio, um selinho de criança.
Amy sorriu. Bernardo revirou os olhos discretamente. Peter foi andando e acenando.
- Que baba-ca - Bernardo bufou.
- Não fale assim dele.
- Amanhã ele vai estar aqui com uma bandinha e vai fazer uma serenata pra você.
- Para de ser ciumento. - ela deu um tapinha em seu ombro.
Eles riram e subiram as escadas.
Amy já estava acendendo a luz quando Bernardo a abraçou por trás e a virou para dar um suculento e longo beijo. Amy só conseguia continuar de olhos fechados , estremecida, retribuindo o beijo. Mas finalmente ela se soltou.
- O que foi isso ? - Amy dizia nervosa enquanto corria para fechar a porta.
- Eu precisava. (pausa) Assim como preciso de contar uma coisa.
- Pois estou ouvindo.
- Estou apaixonado.
- O que ? - ela disse surpresa.
sábado, setembro 25
Passado dois dias da última vez que eles haviam se encontrado para ter uma noite de paixão, o telefone finalmente tocou.
- Alô ? - disse Amy suavemente
- Você precisava ver isso aqui.
Ela conhecia sua voz muito bem. Ela tremeu.
- Isso o que?
- Londres nunca teve um cinza tão brilhante como esse de hoje.
- AAH, isso eu poderia ver da minha janela, esqueceu que eu ainda estou em Londres ?
- Desculpa não ter ligado antes.
- Não se preocupe, nem deu pra sentir sua falta na correria desses dois dias.
MENTIRA. Amy tinha sentido e muita, mas ela nunca confessava. Ás vezes ela se perguntava se isso era a coisa mais certa a se fazer, vai ver que ele nunca se expressava porque ela não se permitia expressar.
- Correria ?
- Tinha umas coisas a fazer.
- Claro... quer sair amanhã ?
- Tenho planos para amanhã, desculpe.
- Que tipo de planos ?
- Vou sair com um amigo.
- Mas amanhã é terça feira!
- E daí? - ela aindava tentava ser fria para esconder sua frustração pela demora do telefonema.
- Você vai trabalhar na quarta, não deveria ficar até tarde fora de casa.
- E qual é a diferença de sair com ele ou com você ?
- Eu sempre te trago em casa ás 22h em dia de semana.
- Não será diferente com ele.
- Então tá - ele desistiu. E Amy odiava quando ele desistia.
Amy surprendentemente não estava se sentindo tentada a dispensar seu amigo por Bernardo, na verdade ela estava muito empolgada para sair com Peter, ela amava sua companhia doce e eles iam simplesmente andar pela cidade e comentar sobre as coisas que veriam.
- Tudo bem com você ? - Amy perguntou.
- Sim, e com você ? - ele prolongou o 'cê'.
- Tudo como sempre.
- Vou desligar. Se divirta amanhã.
- Vou me divertir - ela sorriu.
- Queria te contar uma coisa, na quinta eu passo por aí.
- Quando você vai vir definitivamente pra cá? Não ia ser nesse fim de semana ?
- Eu falo sobre isso também, na quinta.
- Está bem.
- Um beijo, amor.
- Beijo.
Puft. Desligado.
Amy suspirou e retomou o raciocínio , como de costume, Amy trabalhava em casa na segunda e só as terças ia para o escritório. Com o novo escritório teve que abandonar seu trabalho na floricultura, mas ela não o abandonou por completo, trabalhava lá toda quinta de manhã e tirava o resto do dia de folga de tudo.
Para evitar tantas indas e vindas e tantos gastos desnecessários, Bernardo ia se mudar para o quarteirão vizinho, para o apartamento de Amy, que passaria a ser deles. Apesar que agora suas visitas haviam diminuido significativamente. Não eram mais seis dias por semana e duas vezes ao dia, eram três dias, e uma vez só.
- Alô ? - disse Amy suavemente
- Você precisava ver isso aqui.
Ela conhecia sua voz muito bem. Ela tremeu.
- Isso o que?
- Londres nunca teve um cinza tão brilhante como esse de hoje.
- AAH, isso eu poderia ver da minha janela, esqueceu que eu ainda estou em Londres ?
- Desculpa não ter ligado antes.
- Não se preocupe, nem deu pra sentir sua falta na correria desses dois dias.
MENTIRA. Amy tinha sentido e muita, mas ela nunca confessava. Ás vezes ela se perguntava se isso era a coisa mais certa a se fazer, vai ver que ele nunca se expressava porque ela não se permitia expressar.
- Correria ?
- Tinha umas coisas a fazer.
- Claro... quer sair amanhã ?
- Tenho planos para amanhã, desculpe.
- Que tipo de planos ?
- Vou sair com um amigo.
- Mas amanhã é terça feira!
- E daí? - ela aindava tentava ser fria para esconder sua frustração pela demora do telefonema.
- Você vai trabalhar na quarta, não deveria ficar até tarde fora de casa.
- E qual é a diferença de sair com ele ou com você ?
- Eu sempre te trago em casa ás 22h em dia de semana.
- Não será diferente com ele.
- Então tá - ele desistiu. E Amy odiava quando ele desistia.
Amy surprendentemente não estava se sentindo tentada a dispensar seu amigo por Bernardo, na verdade ela estava muito empolgada para sair com Peter, ela amava sua companhia doce e eles iam simplesmente andar pela cidade e comentar sobre as coisas que veriam.
- Tudo bem com você ? - Amy perguntou.
- Sim, e com você ? - ele prolongou o 'cê'.
- Tudo como sempre.
- Vou desligar. Se divirta amanhã.
- Vou me divertir - ela sorriu.
- Queria te contar uma coisa, na quinta eu passo por aí.
- Quando você vai vir definitivamente pra cá? Não ia ser nesse fim de semana ?
- Eu falo sobre isso também, na quinta.
- Está bem.
- Um beijo, amor.
- Beijo.
Puft. Desligado.
Amy suspirou e retomou o raciocínio , como de costume, Amy trabalhava em casa na segunda e só as terças ia para o escritório. Com o novo escritório teve que abandonar seu trabalho na floricultura, mas ela não o abandonou por completo, trabalhava lá toda quinta de manhã e tirava o resto do dia de folga de tudo.
Para evitar tantas indas e vindas e tantos gastos desnecessários, Bernardo ia se mudar para o quarteirão vizinho, para o apartamento de Amy, que passaria a ser deles. Apesar que agora suas visitas haviam diminuido significativamente. Não eram mais seis dias por semana e duas vezes ao dia, eram três dias, e uma vez só.
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