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Amy era uma garota típica de dezesseis anos, uma bela menina de dezesseis. Ela não era nem um pouco alta, mas também não era a mais baixa da turma.
Ela não tinha olhos claros, mas os seus pretos eram valiosos. Amy não tinha cabelos lisos, mas adorava suas ondas. Não tinha muito dinheiro, mas não se importava muito com isso. No colégio, Amy tinha muitos pretendentes, mas não gostava de nenhum deles. Tirava notas excelentes em todas as matérias, mas não se gabava disso. Sua mãe era perfeitamente bela e jovem, mas ela não roubava seus saltos e sua maquiagem, nem tampouco se inspirava nela.
Amy gostava de ler, de tomar banho de chuva, de dias frios para passar todo o tempo embaixo de seu cobertor velho, ela gostava de coisas velhas. Amy adorava seu gato de pelo caramelo, Donahu. Adorava histórias de amor, morangos com chocolate na companhia de seu melhor amigo, também adorava passar o dedo na cobertura do bolo dos outros e andar de bicicleta jogando pétalas de flores ,já caídas , pelo caminho, ela nunca arrancava uma se quer.
Amy amava conversar consigo mesma. Mas, o que mais Amy amava?
Isso nem mesmo Amy sabia.
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Há alguns quilômetros de distância, havia um garoto, de dezessete anos.
O garoto tinha olhos combinando com o cabelo bagunçado, um aspecto físico mediano , dentes perfeitamente brancos. Ele não era muito forte, nem extremamente belo ou popular, não saia por ai vadiando, nem tirava notas ruins, pelo contrário. Nunca dava problemas na escola.
O garoto gostava de ler, de andar por aí, de resolver problemas insolúveis, e de colecionar selos. Adorava sua facilidade em fazer amizades, e os frutos disso. Adorava chá da tarde com bolo de cenoura e de espantar os pombos sutilmente, maduramente.
O que o garoto amava? Provavelmente nada e ninguém, nem quaisquer coisas amáveis.
Agora você me pergunta, caro leitor: Haveria alguma relação entre nossa querida Amy e esse garoto até então desconhecido?
Ora leitor, eu sou simplesmente o narrador, e nada sei. E se soubesse, não quero
revelar-te agora. E se quisesse, não poderia.
Se quiseres mesmo saber, continue lendo este tão infeliz escrito. E se não quiserdes, continue mesmo assim, já que começastes.
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"Conto de Amy" . Wrote by Bruna Alves.
Eu qero ler o resto, comofas ?
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