Não era um ladrão, nem um maníaco, nem um gato, nem tampouco um galho, era bem pior que isso. Era seu amigo Brand, tendo um surto psicotico obssesivo de desejo.
Não deu tempo nem de Amy chegar até a sacada e impedi-lo. Ele entrou no quarto, a segurou pela cintura e deu-lhe um beijo rispidamente, que não demorou muito, só um pequeno impacto, porque ela não queria.
E aquilo foi a gota d'água. Ela nunca se sentiu tão traída, tão furiosa.
Ela o empurrou, e não disse nada, só o fitava com um ar de indignação, ela não o reconhecia.
Só que como mal entendidos , são tão comuns como resfriados e coisas piores, mas não tão piores quanto mal entendidos , a mãe dela tinha que entrar , por aquela porta, bem no momento em que Amy já estava quase totalmente despida, com um menino cheio de desejo, em seu quarto.
Pronto, um super mal entendido, nem preciso dizer mais nada, querido leitor.
Depois de uma discussão horrível , Amy estava triste, impressionantemene triste.
Triste com seu melhor amigo e sua falta de respeito, triste com sua mãe e sua falta de confiança, triste com ela e sua falta de imposição contra tudo, triste com tudo.
Quando os dois finalmente a deixaram sozinha, ele envergonhado e sua mãe decepcionada, ela tomou uma decisão importante.
Na verdade, era uma decisão imatura, a remetia a uma adolescente rebelde. Mas , talvez era madura, afinal precisa de coragem e determinação, pra fugir de casa.
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